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Archive for junho \27\-03:00 2008

É este o título da minha coluna de junho na Ciência Hoje Online. Veja o primeiro e os dois últimos parágrafos.

No limiar do século 20, os cientistas já estavam convencidos da existência dos átomos, mas sabiam muito pouco sobre a sua constituição. Um nome foi crucial para o entendimento dessa questão: o neozelandês Ernest Rutherford (1871-1937). Ele propôs a existência do núcleo atômico e forneceu ao mundo um novo modelo do átomo, essencial para explicar a radioatividade. Ao lado do francês Henri Becquerel (1852-1908) e da franco-polonesa Marie Curie (1867-1934), ele é reconhecido como um dos ícones do estudo desse fenômeno.

Rutherford seguiu sua trilha, perscrutando o núcleo atômico. Em 1919, produziu a primeira desintegração artificial, bombardeando átomos de nitrogênio com a sua ferramenta predileta – partículas alfa. Nesse experimento, ele descobriu o próton e levantou a hipótese da existência de outra partícula neutra, com massa semelhante à do próton: o nêutron, descoberto 13 anos mais tarde por seu colaborador Chadwick.

Do nêutron até a fissão nuclear foi um salto, embora Rutherford, falecido às vésperas da Segunda Guerra, não tenha sobrevivido para assistir aos usos bélicos e pacíficos da energia atômica. Mas essa história é longa e interessante demais para ficar espremida neste fim de coluna: voltamos ao tema no próximo mês.

Veja o texto completo em http://cienciahoje.uol.com.br/122576.
Se desejar ser alertado por email, cada vez que a coluna for atualizada (mensalmente), envie mensagem para cas.professor@gmail.com, ou manifeste-se na ferramenta comentário.

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Hoje pela manhã, a jornalista Rosane de Oliveira, da Rádio Gaúcha (Porto Alegre), falando sobre uma notícia publicada no Jornal Zero Hora, pronunciou o nome da juíza Regina Co-e-lí. Em seguida, sua colega de programa, Ana Amélia Lemos pronunciou Regina Céli. Tomei um susto quando ouvi a pronúncia da Rosane, pois estou, desde criança, acostumado a ouvir a pronúncia usada por Ana Amélia.

Essa “rateada” da Rosane despertou meu espírito ranzinza em relação aos estrangeirismos. Não estou considerando expressões latinas como tal, tanto que assinaria o texto que o Sebastião Nery publicou no Correio de Sergipe, em 09/04/2005, e que transcrevo abaixo. Estou falando dos estrangeirismos resultantes do quase analfabetismo de muita gente que deveria dominar a língua portuguesa. Às vezes não é analfabetismo, é dominação cultural. No jogo Brasil e Argentina de ontem, o narrador da Rádio Gaúcha, Pedro Ernesto Denardin, se esforçava para usar uma pronúncia que ele imagina ser a correta (talvez seja) para o nome do jogador Javier Zanetti: ZANêTTI. Era ZANêTTI prá cá, ZANêTTI prá lá, mas, quando a guarda lingüística relaxava, lá vinha ele com a pronúncia que os brasileiros costumam usar: ZANéTTI!

Há alguns anos ouvi um Secretário de Estado do Rio Grande do Sul falando sobre as dificuldades do setor calçadista: O problema é o low price shoes chinês.

Até nosso velho e bom futebol de praia, coisa que inventamos, tentaram roubar. Anos atrás, a Globo patrocinava o beach soccer. E o Júnior, cracão da nossa seleção, enchia a boca BEACH SOCCER.

Anos atrás virou moda andar de bicicleta (baique) à noite em Goiânia. Vi uma matéria na TV sobre isso: tratava-se do walking on night!

Ontem vi um grande painel (outdoor) aqui em Porto Alegre com uma propraganda de um tênis para running!

Quanto tempo eu ficaria aqui se quisesse apresentar todas as barbaridades que conheço? Vou parar por aqui.

Não bastasse isso, e talvez tenha tudo a ver com isso, o modo como o jornalismo de hoje em dia anda tratando nossa língua é uma tristeza. Antigamente, muito antigamente, os jornais tinham os revisores. Muitos estudantes universitários ganhavam a vida nessa função. Aos poucos foram desaparecendo, até transformarem-se em objeto de história com a informatização das redações. Com a clássica debilidade no manejo verbal de nossos estudantes universitários de hoje, a coisa está como o diabo gosta. Veja o que saiu na capa de um suplemento do Jornal Zero Hora.

Antes do lexotan, por favor o texto do Sebastião Nery.

LATIM
Como a crase de Ferreira Gullar, também o Latim não foi feito para humilhar ninguém. Dois mil anos depois, é a única língua morta que continua viva, no DNA da maioria das palavras das línguas ocidentais, mesmo não sendo as neo-latinas, como as anglo-saxônicas. E na literatura, na cultura, sobretudo na ciência. É uma língua precisa, matemática, quase sem exceções e irregularidades. Remédio sem nome em latim, não tome que faz mal.
Se a TV ou a imprensa vai citar palavra latina, então que cite certo. Nesses dias papais, muita bobagem foi dita, sobretudo nas TVs. “Regina Coeli” (pronuncia-se Céli) era sempre pronunciada “Co-eli”. O Latim tem algumas palavras com as vogais geminadas, coladas : “ae” é “é” e não “a-e”. “Aedes Egypti”, o mosquito da dengue, pronuncia-se “Édes” e não “A-edes”.
Da mesma forma “Coeli”, que é “Céli” e não Co-eli”. Errado e soa mal.

mailto:sebastiaonery@ig.com.br

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O título é uma brincadeira, inspirada em piada que José Vasconcelos contava nos anos sessenta. Era algo assim:
Rádio Clube de Pernambuco, PRK 30, de Recife para o muuuuuundo!
O título também é equivocado, deveria ser do Mundo para Macaíba. Tudo isso é exagero de potiguar emocionado com o que vem fazendo Miguel Angelo Laporta Nicolelis, renomado neurocientista, criador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra O IINN-ELS fica em Macaíba, uma cidadezinha ao lado de Natal.
Já faz tempo que o homem está na boca do povo, mas confesso que ainda não tinha parado para saber mais sobre ele, até que vi a emocionante entrevista que ele deu para a revista Caros Amigos.
Logo na capa afirma-se que ele é um dos 20 maiores cientistas vivos do mundo. Procurei saber quem lhe tinha atribuído este título. Descobri no seu currículo Lattes que na verdade ele foi escolhido pela revista americana Scientific American, em 2004, como um dos 50-Research Leader in Biomedical Engineering. Na web of science vi que entre os seus 136 trabalhos, 4 foram publicados na Nature e 4 na Science, duas das mais importantes revistas científicas em todo o mundo. Além disso, seus trabalhos publicados na Scientific American e as matérias em que ele é objeto nesta revista dão uma boa medida do seu interesse pela popularização da ciência.
Tem muita gente torcendo para que ele seja o primeiro brasileiro a ganhar o Prêmio Nobel.

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