ENERGIA E MATÉRIA DA FUNDAMENTAÇÃO CONCEITUAL ÀS APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS
CARLOS ALBERTO DOS SANTOS (ORG.)
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Editora editora livraria da fisica
Área ENERGIA
Idioma Português
Número de páginas 270
Edição 1A. ED. 2015
ISBN 9788578613280
EAN 9788578613280
O livro reúne conceitos básicos e fundamentais sobre Energia e Matéria, a partir do olhar de físicos, biólogos e químicos. O texto nos mostra como um tema importante e integrador, como o da Energia, pode ser visto como um fio condutor entre diversas ciências; possibilitando, assim, um material de valor inestimável para os professores que desejem orientar uma abordagem interdisciplinar consequente no ensino de Ciência.
Sumário:
1- Fontes de energia e Tecnologias de transformação./ Carlos Alberto dos Santos e Janine Padilha Botton
2- O hidrogênio como Vetor Energético./ Ennio Peres da Silva
3- Da Micro à nanotecnologia/ Carlos Alberto dos Santos
4- A Tabela periódica e a estrutura eletrônica dos elementos químicos./ Carlos Alberto dos Santos
5- Os elementos químicos na organização e na estrutura da vida na Terra./ Maria Elena Infante- Malachias
6- Olhando a tabela Periódica como um Químico Orgânico./ André Amaral Gonçalves Bianco
7- A Origem da Vida – A visão do Biólogo – Nélio bizzo
8- Biologia: O Mundo Microbiano – Issac Roitman
9- A Evolução da Química vista de uma perspectiva brasileira./ Carlos A.L.Filgueiras
Que o ChatGPT alucina, não há mais dúvida (https://estadodaarte.estadao.com.br/ciencias/erros-delirios-e-alucinacoes-do-chatgpt/). Para evitar essas alucinações, aparentemente grandes corporações estão elaborando algoritmos com tecnologia LLM (Large Language Model) que usam repositórios próprios, em vez de consultar informações na internet. Não tenho conhecimento como isso é feito. Ou seja, como funciona um comando que obrigue o algoritmo a consultar apenas determinados repositórios, neste caso em um servidor específico, e não na internet.
Isso me levou a uma questão: será que o ChatGPT obedece uma demanda que especifique um endereço na internet? Fiz testes com materiais que tenho no portal do IF-UFRGS:
O que eu pretendo aqui é investigar se o ChatGPT realmente consulta o endereço fornecido.
Demanda 1
Pode sugerir uma bibliografia sobre a descoberta dos raios x, com informações exclusivamente extraídas do site https://www.if.ufrgs.br/~cas/?
Resposta do ChatGPT
Claro! O site do Instituto de Física da UFRGS, mantido pelo professor C. A. dos Santos, oferece materiais didáticos sobre a história da ciência, incluindo a descoberta dos raios X. A seguir, apresento uma bibliografia baseada exclusivamente nesse site:
Bibliografia sobre a Descoberta dos Raios X
Santos, C. A. dos. Raios X: Descoberta casual ou criterioso experimento? Publicado na revista Ciência Hoje, volume 19, número 114, páginas 26–35, em 1995. Este artigo analisa se a descoberta dos raios X por Wilhelm Röntgen foi fruto do acaso ou resultado de um experimento meticuloso.
Santos, C. A. dos. Raios X: uma luz que atravessa o tempo Material didático que aborda a história e as aplicações dos raios X, disponível em formato PDF no site do autor.
Esses recursos fornecem uma visão aprofundada sobre a descoberta dos raios X e são recomendados para estudantes e interessados na história da física.
Meu comentário 1
Tudo indica que o algoritmo não visitou o endereço https://www.if.ufrgs.br/~cas/. A referência 1 não está neste endereço, a referência 2 não existe. O ChatGPT buscou a referência 1 em outro repositório.
Claro! Com base exclusivamente nas informações disponíveis na página do Instituto de Física da UFRGS sobre a descoberta dos raios X (https://www.if.ufrgs.br/tex/fis142/fismod/mod06/m.html), é possível elaborar a seguinte bibliografia:
Bibliografia sobre a Descoberta dos Raios X
Röntgen, W. C. Sobre uma nova espécie de raios Artigo original publicado em 1895, no qual Wilhelm Conrad Röntgen descreve a descoberta dos raios X ao observar a luminescência produzida por raios catódicos em um tubo de Crookes.
Moseley, H. G. J. A relação entre o número atômico e os espectros de raios X Trabalho de 1913 em que Henry Moseley demonstra que as frequências dos raios X característicos aumentam regularmente com o número atômico dos elementos, estabelecendo a chamada Lei de Moseley.
Bragg, W. H. & Bragg, W. L. A reflexão dos raios X por cristais Estudo de 1913 que introduz a Lei de Bragg, explicando como os raios X são difratados por cristais e permitindo a determinação de estruturas cristalinas.
Esses trabalhos são fundamentais para compreender a descoberta e o desenvolvimento dos estudos sobre os raios X. Para mais detalhes e acesso aos textos completos, recomenda-se visitar a página mencionada do Instituto de Física da UFRGS.
Portanto, o ChatGPT não forneceu suas informações exclusivamente a partir do endereço https://www.if.ufrgs.br/tex/fis142/fismod/mod06/m.html. Ele sugeriu uma bibliografia que buscou em outros repositórios. Além do mais, suas referências estão incompletas. Não há qualquer indicação do local onde foram publicados. Os títulos são traduções ou adaptações dos títulos originais. Os artigos citados fazem parte da história dos raios X, mas não são artigos sobre a história da descoberta dos raios X, no sentido historiográfico.
Demanda 3
Para examinar mais detalhadamente se o algoritmo visita o endereço fornecido, indiquei a página sobre a descoberta dos raios X.
Claro! Com base exclusivamente nas informações disponíveis na página do Instituto de Física da UFRGS sobre a descoberta dos raios X (https://www.if.ufrgs.br/tex/fis142/fismod/mod06/m_s01.html), é possível elaborar a seguinte bibliografia:
Bibliografia sobre a Descoberta dos Raios X
Röntgen, Wilhelm Conrad. Sobre uma nova espécie de raios Artigo original publicado em 1895, no qual Röntgen descreve a descoberta dos raios X ao observar a luminescência produzida por raios catódicos em um tubo de Crookes.
Essas referências são fundamentais para compreender os primeiros estudos sobre os raios X. Para mais detalhes e acesso aos textos completos, recomenda-se visitar a página mencionada do Instituto de Física da UFRGS.
Meu comentário 3
Se o algoritmo visitou o endereço, talvez ele não acesse os links secundários, uma vez que nessa página há um link para a bibliografia sobre a descoberta dos raios-X: https://www.if.ufrgs.br/tex/fis142/fismod/mod05/m_biblio.html. Como se vê, são apresentadas 14 referências relacionadas com a história da descoberta dos raios X, o algoritmo não mencionou nenhuma.
Demanda 4
Fiz uma demanda similar, sobre a descoberta da radioatividade, em cuja página a bibliografia é apresentada no corpo do texto, e não em um link externo.
Neste caso, o comportamento do algoritmo foi completamente diferente das respostas anteriores. Tudo indica que o endereço foi visitado, mas as sugestões bibliográficas não foram consideradas. O algoritmo fez uma espécie de resenha do conteúdo da página, o que não corresponde à demanda.
Com base exclusivamente no conteúdo da página do Instituto de Física da UFRGS “A Descoberta da Radioatividade” (módulo 06, seção 02), aqui está uma bibliografia detalhada, organizada segundo os principais protagonistas do tema:
Bibliografia sobre a descoberta da radioatividade
1. Becquerel, Henri
A série de comunicações sobre os sais de urânio, iniciada em 24/02/1896, em que demonstrou que compostos de urânio sensibilizam chapas fotográficas mesmo na escuridão.
Hipótese inspiradora: sugeriram que substâncias fosforescentes (como sais de urânio) poderiam emitir radiações semelhantes aos raios X Toda Matéria+3if.ufrgs.br+3if.ufrgs.br+3.
Verificações cruciais: mostraram que a radioatividade do urânio persistia mesmo sem excitação luminosa, contrariando suposições iniciais de Becquerel if.ufrgs.br+9if.ufrgs.br+9Wikipédia+9.
Confirmam efeito independente de excitação luminosa
1898
Schmidt & M. Curie
Descoberta de radioatividade no tório
1898
Pierre & Marie Curie
Descoberta do polônio e rádio; conceito de rádio-estudo
Essa bibliografia, extraída exclusivamente da seção mencionada do site do Instituto de Física da UFRGS, oferece um panorama claro e fundamentado da gênese da radioatividade, desde a observação inicial de Becquerel até a denominação do fenômeno e a descoberta de novos elementos radioativos pelo casal Curie.
Caso deseje detalhes sobre cada artigo original (Comptes Rendus, revistas científicas da época, datas específicas), recomendo acessar diretamente o PDF vinculado àquela seção no site da UFRGS. Posso ajudar com resumos ou citações se desejar!
Meu comentário 4
Embora tenha prometido (Com base exclusivamente no conteúdo da página do Instituto de Física da UFRGS“A Descoberta da Radioatividade” (módulo 06, seção 02), aqui está uma bibliografia detalhada, organizada segundo os principais protagonistas do tema), o algoritmo não respeitou a restrição imposta na demanda. Como veremos mais adiante, o algoritmo visitou outros endereços.
Além dos artigos dos principais personagens da história, a lista contém referências historiográficas importantes: 17 e 24. Quando fiz a demanda, esperava que o ChatGPT selecionasse algumas referências de acordo com algum critério de relevância. No entanto, o algoritmo decidiu fazer uma espécie de resenha do material sugerido na demanda. A resenha foi apresentada tendo como foco os principais personagens. Vou analisar os endereços mencionados pelo algoritmo.
Fica a questão: porque o algoritmo usa o link Passei direto, se toda a informação já estava contida no endereço sugerido na demanda? Na minha opinião, isso é uma clara fragilidade do algoritmo.
2. Poincaré, Henry, Niewenglowski, Henry & Troost
Para apresentar fontes sobre a importante questão de que substâncias fosforescentes (como sais de urânio) poderiam emitir radiações semelhantes aos raios X, o algoritmo sugere que visitou o visitou o portal “Toda matéria” (https://www.todamateria.com.br/), mas ao clicar no link fornecido pelo algoritmo, Toda Matéria+3if.ufrgs.br+3if.ufrgs.br+3, chega-se à página contina na demanda: https://www.if.ufrgs.br/tex/fis142/fismod/mod06/m_s02.html. Aparentemente, o algoritmo informa que comparou as informações contidas no endereço da demanda com as do portal “Toda matéria”. Mas, a demanda era que ele se restringisse ao endereço do IF-UFRGS.
Verificações cruciais: mostraram que a radioatividade do urânio persistia mesmo sem excitação luminosa, contrariando suposições iniciais de Becquerel if.ufrgs.br+9if.ufrgs.br+9Wikipédia+9.
No endereço do IF-UFRGS, Elster e Geitel são mencionados nesses trechos:
Embora Becquerel ainda afirmasse que a excitação pela luz aumentava a radiação emitida, Elster e Geitel não encontraram esse efeito (que, é claro, não existe). Em artigo escrito após o trabalho relativo ao polônio, Marie Curie faz uma revisão dos conhecimentos sobre o assunto [21]. Nele, coloca em dúvida a existência de reflexão, refração e polarização dos raios de Becquerel e nega, com base nos estudos de Elster e Geitel, a possibilidade de intensificar a radioatividade pela exposição ao Sol. Marie Curie defende claramente a idéia de que a radioatividade é uma propriedade atômica.
No endereço do IF-UFRGS: Marie Curie é quem dá a esse fenômeno o nome “radioatividade”.
O algoritmo diz que “Marie Curie, no mesmo ano, cunhou o termoradioatividade”, e sugere que essa informação está neste endereço:https://portalnetescola.educacao.go.gov.br/login. Não foi possível comprovar a informação porque se trata de um sistema fechado:
No entanto, a expressão cunhou o termoradioatividade aparece em inúmeros endereços recuperados pelo Google. Fiz uma busca no Google Acadêmico objetivando localizar a fonte primária. Tudo indica que é este livro de 2000, que o ChatGPT sequer menciona:
Em português, a expressão só volta a aparecer em 2014 e 2015:
Enfim, por alguma razão probabilística, o algoritmo se fixou na expressão cunhou o termoradioatividade, e não conseguiu identificar o endereço do IF-UFRGS como o primeiro a mencionar que foi Marie Curie quem cunhou o termo. Na verdade, quem primeiro fez essa menção foi Roberto de Andrade Martins, no artigo que foi praticamente transcrito no portal do IF-UFRGS: Como Becquerel não descobriu a radioatividade, Caderno Catarinense de Ensino de Física 7 (1990) 27-45.
5. Pierre e Marie Curie
Sobre as descobertas do polônio e do rádio, o portal do IF-UFRGS informa:
Através de processos de sublimação fracionada foi possível obter um material (ainda unido ao bismuto) que era 400 vezes mais ativo do que o urânio puro. O casal Curie sugere: “Cremos portanto que a substância que retiramos da pechblenda contém um metal ainda não identificado, vizinho ao bismuto por suas propriedades analíticas. Se a existência desse novo metal for confirmada, propomos dar-lhe o nome de polônio, nome do país de origem de um de nós” Também nesse caso, não foi possível separar o novo elemento do metal conhecido; mas foi possível obter um material 900 vezes mais ativo do que o urânio. Além disso, desta vez a análise espectroscópica permitiu notar uma raia espectral desconhecida. Os autores do artigo dão a esse novo elemento o nome de “rádio”, por parecer mais radioativo do que qualquer outro elemento.
Quando se clica no primeiro link, chega-se no portal NetEscola (ver figura acima). O segundo link leva para esse artigo de 2011:
Comentários finais
Os resultados relatados aqui mostram que são precários os recursos do ChatGPT como ferramenta de busca bibliográfica. Além disso, ele promete, mas não cumpre o atendimento a uma demanda com um endereço definido. Ou seja, quando se pede que ele forneça informações a partir de um endereço exclusivo, ele busca suas respostas em outros endereços, além daquele informado na demanda.