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Archive for outubro \13\-03:00 2008

Porto Alegre, 09 de outubro de 2008
Senhora Governadora:

A comunidade científica do Rio Grande do Sul, aqui representada pelos Membros Titulares da Academia Brasileira de Ciências – Região Sul, está preocupada com a atual situação, extremamente preocupante, do desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Estado.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS), fundada através da Lei no. 4.920 de 31 de dezembro de 1964, e que através da Lei Complementar no. 9.103 de 08 de julho de 1990 deveria receber 1,5% da renda líquida de impostos do Estado, encontra-se atualmente acéfala e sem recursos. A lista tríplice para a indicação de seu Diretor-Presidente, encaminhada no início do ano, e re-encaminhada, após ratificação unânime pelo Conselho Superior, no início de setembro, até agora não foi considerada. O problema é grave porque a FAPERGS, apesar de receber ao longo dos anos apenas uma parte (o máximo foi de 30%) do que lhe é assegurado pela Constituição Estadual (artigo 236), vem realizando trabalho importante de apoio à pesquisa no Estado e à interface governo – universidades – indústria. Acresce que, a permanecer o status quo, boa parte dos recursos federais propostos para a pesquisa em nosso Estado não mais serão recebidos, pois é exigida uma contrapartida, mesmo que simbólica, da FAPERGS. Na situação atual, repetir-se-á o que já está sucedendo neste ano: recurso algum virá. Para o ano próximo, a previsão é de recursos federais e da comunidade européia no valor de R$ 71.000.000,00 (setenta e um milhões de reais), importância que deixará de ser incorporada aos recursos para pesquisa no Estado se não houver contrapartida. Edital para os novos Institutos Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação (INCTs), recentemente lançado pelo MC&T, foi apoiado pelas Fundações de Amparo à Pesquisa de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro (FAPESP, FAPEMIG e FAPERJ) com substancial aporte de recursos. O Rio Grande do Sul está prejudicado neste edital porque a FAPERGS não pôde apresentar, sequer, intenção decontrapartida.

A nível federal o apoio à Ciência, Tecnologia e Inovação nunca foi tão efetivo, e atualmente mesmo Estados economicamente menos desenvolvidos estão criando suas fundações de amparo à pesquisa. O exemplo paradigmático neste sentido, naturalmente, é a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) que tem um papel de vanguarda no apoio à CT&I naquele Estado; também a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) desenvolvem atividades das mais importantes para as comunidades técnico-científicas de seus Estados. Mas não só: Distrito Federal, Santa Catarina, Pará, Amazonas e até Rio Grande do Norte, para citar apenas alguns estados, têm Fundações deAmparo mais atuantes do que a FAPERGS no momento.

É de fundamental importância ressaltar que isso está ocorrendo exatamente no momento em que a classe empresarial do Estado, representada por seu órgão máximo FIERGS, preocupa-se, como jamais o fez, com pesquisa tecnológica e inovação, através de um conselho específico, o Conselho de Inovação e Tecnologia (CITEC) e do Grupo Temático Universidade-Empresa. Quer dizer, as empresas, que sustentam o desenvolvimento do Estado, querem incorporar pesquisa tecnológica e inovação em suas atividades e o Estado está marchando exatamente em sentido contrário. O governo estadual deveria, através da FAPERGS, ter um papel importante e estratégico na criação da “ponte” entre o conhecimento, gerado nas universidades, e a inovação tecnológica nas indústrias.

Senhora Governadora, a paralisação da FAPERGS só poderá relegar nosso Estado a uma situação caudatária em relação ao resto do país, completamente na contramão da tendência mundial, que prioriza a Sociedade de Conhecimento. Reforçar a FAPERGS permitirá que o Estado do Rio Grande do Sul alcance o papel que merece como membro atuante da comunidade científico-tecnológica brasileira e, ademais, que o Estado possa servir de catalisador para a inovação nas empresas, com oresultado econômico daí decorrente.

Prof. Francisco M. Salzano
Vice-Presidente
Academia Brasileira de Ciências Região Sul

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Está cada vez mais difícil e complexa esta vida no espaço virtual. São tantos as questões pertinentes, vai durar umas duas caixas de cerveja (isso não existe mais, lembranças dos tempos de antanho), mas como só tenho tempo para duas doses de Murim Mirim (não tem mais? então serve uma Ypioca, tirada do congelador!), vou mencionar este artigo que saiu hoje no New York Times.

Antes, deixe-me dizer que outro dia li, não lembro onde, que a web está proporcionando um horizonte informativo infinito, mas que as pessoas estão perdendo a capacidade de reflexão. Acho que era um artigo criticando o google e similares. Se você observar bem seu comportamento talvez concorde com esse ponto de vista. A gente vai clicando, clicando, vendo coisas e mais coisas, muita porcaria, aí achamos algo interessante, mas quem sabe não algo mais interessante aí na frente? Daí continuamos clicando, clicando, vamos juntando megabytes e mais megabytes. Ufa, cansamos e não temos mais energia para ler tudo isso!

Com essa história das TIC (tecnologia de informação e comunicação), é uma festa! O que tem de gente escrevendo e dizendo-se especialista, sem saber quase nada do que dizem e escrevem.

A sensação é realmente que estamos todos perdidos neste espaço. Ninguém sabe para onde ir. E não tem bússola para nos orientar!

Os meios de comunicação de massa (MCM) invadiram o espaço, em busca de anúncios. Todo jornal, rádio, seus colunistas e seus programas têm blogs, recursos WEB 2.0, todo um esquema para fidelizar leitores, ouvintes e telespectadores. E o que é que está acontecendo?

Os jornais estão perdendo anúncios online, que eles viam como a salvação econômica.  

Veja mais no blog do STEPHANIE CLIFFORD: Newspapers’ Web Revenue Is Stalling

 

 

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Rodei para achar um script que funcionasse. Achei esse no blog do Adauto.
http://www.legal.adv.br/20080710/eee-pc-mudando-o-xandros-para-portugues/.
Legal não é apenas o nome do blog. Legal é o blog!

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Se já for possível definir uma pré-história da internet, posso dizer que sou um jurássico. Vi essa coisa nascer e já li muita coisa boa sobre as ferramentas (veja o texto sobre o google) desenvolvidas para comunicação e busca de informação, mas este artigo do Damian Carrington, editor do Guardian, é fora de série. O texto está disponível em How to set up a science blog.

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Em meio ao agravamento da ansiedade econômica, a IBM solta uma tranqüilizadora dose de otimismo, ao anunciar, na última quarta-feira, 8/10, seus rendimentos do último trimestre, bem acima das expectativas de Wall Street.
O relatório da IBM talvez esteja sinalizando que a resistência ao caos seja melhor do que a encomenda no caso do setor corporativo. Já para os banqueiros . . .
Veja a matéria completa de Steve Lohr, no New York Times:
I.B.M.’s Quarterly Earnings Cast Light in a Darkening Economic Cloud.

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