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Archive for 8 de novembro de 2008

Um era grandão e pesado, o outro pequeno e magrinho. Naquele dia ninguém conseguia dar um balão no grandão, de tão pesado que era. Mas, na hora de abrir a torneira para o banho, foi o pequeno e magrinho quem conseguiu.

Essa história, sim senhor, não é causo, é história, fato ocorrido na casa de Duarte. Ou teria sido na casa de Marques Neto e Manoel Lúcio? Quem sabe na casa de Seu Georgino Queiroz? As duas primeiras casa ficavam bem em frente a essa praça, a Praça do Tirol, em foto de Antonio do Vale. A praça do Tirol, devia ter um nome próprio, não lembro. A casa de Dedé Queiroz ficava alguns metros à direita, nessa perspectiva da foto. 

praca_tirol_1950-60

Foi em algum dia do do final dos anos 1950 e início dos 60. Além dos personagens-título, podiam estar presentes: Antonio José, os irmãos Lúcio (Mete e Elsinho), este narrador e não sei quem mais. Lutávamos algo que conhecíamos como jiu-jitsu. Provavelmente nem sabíamos escrever esta palavra. O golpe fatal era o balão. Deitado de costas, colocávamos os pés na barriga do adversário e o impulsionávmos para trás. Normalmente ele dava uma cambalhota antes de se estatelar no chão.

Este narrador pagou o maior mico quando tentou aplicar o golpe no grandão e pesadão Dedé Queiroz. O pé foi colocado na barriga, no local certo, mas cadê força para a impulsão? O gordinho caiu por cima do intrépido lutador.

Depois de muitas lutas, todos pingando suor, nada melhor do que um banho de bica, com água doce da sisterna, que seria liberada através de uma simples torneira. Alguém tentou desatarraxar a torneira. Não conseguiu. Outros também não tiveram sucesso. Daí o mais provável candidato ao sucesso, o grandão e fortão Dedé Queiroz. Argh, também não conseguiu. Foi quando Duarte, o pequeninho e magrinho disse:

– Deixa que eu abro. E abriu, para desespero de Dedé, o fortão!

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O título vai assim mesmo, cacofonia fanqueira da braba. É o espirito da coisa. É sempre assim, a geração da meia-idade se horrorizando com as imbecilidades da geração dos seus filhos e netos. É verdade que as coisas vão evoluindo. Aparece uma apple, um google, a nanotecnologia. E a coisa vai. Isso dá uma enciclopédia, só de resmungos. Não sei, fico confuso, mas que a coisa tá feia, lá isso tá.

Jogos escolares ou estudantis, existem por aí há décadas. Em Natal ainda este ano teve a 38a. edição dos JERNs (Jogos Escolares do Rio Grande do Norte). Aqui em Porto Alegre a Secretaria Municipal de Educação patrocina os Jogos Abertos de Porto Alegre, e assim existem dezenas de exemplos.

Pois não é que uma divindade divina baixou na cabeça do pessoal do Kzuka, um suplemento juvenil do jornal Zero Hora, e eles criaram os School Games? Olha que coisa mais criativa, que nome genial, uma prova da inteligência desse pessoal.

A propósito, folheando a edição de ontem, 7/11/2008, me deparei com as seguintes pérolas (banais nos dias de hoje).

Na coluna BOA DO FÍNDI:

  • Paradise na Praia das GarçasAgora, me respondam o que diabo é um evento chamado PARADISE, ou seria PARADAISE? Não vai demorar muito, a mocinha do balcão vai perguntar: Onde fica sua home? E você vai ficar em dúvida se ela se refere ao local da sua página na internet, ou ao endereço da sua casa. Ou então, no hotel o gerente pergunta: Gostou do nosso breakfast? Yeah! Responde animado o imbecil com o boné da Nike.
  • Festa Halloween no Ginásio Poliplay. Essa idiotice já é clássica

Na coluna POR AÍ:

  • No seu novo single, ela afirma gostar de meninos e meninas. Trata-se de uma nota sobre Preta Gil. Queria saber o que é SINGLE, nesse contexto. E como se pronuncia, SINGLI, SINGOUL OU SINGUEL? Pergunto isso porque me doem os ouvidos quando ouço alguém falar PUDEL para se referir àquele simpático cachorrinho de madame. E são pouquíssimas as pessoas na rua que falam algo parecido com PUDOUL. E la nave va!

Tenho uma teoria conspiratória.

Existem as boas cabeças, que são imunes a tudo que é imbecilidade, incluindo aí nosso sistema escolar. Esses corpinhos que carregam as boas cabeças vão fazer o que fazem (apple, microsoft, google, teoria da relatividade, etc.) qualquer que seja o professor obtuso que encontre pela frente, e vão dominar a geração idiotizada por essas modernidades. Então, essa geléia geral é muito conveniente para eles. E eles tão lá no meio, incentivando a plebe rude (não a banda, apenas os rudes mesmo) a enfiarem a cara no lamaçal da ignorância.

Por via das dúvidas, me dá um prosac, serve também um lexotan. Não tem? Então desliga o tubo!

Post Scriptum: Veja o que saiu em uma capa do Kzuka, De patinho feio à musa. Trata-se de uma matéria sobre a atriz Fernanda Souza, aquela lindinha que trabalha na Globo. 

Será que a nova regra ortográfica vai eliminar a crase? Será a salvação do pessoal do Kzuka.

Ah, ia esquecendo. Se você não tiver acesso ao livro do Paulo Rónai, Não perca o seu Latim, Nova Fronteira, no Google você encontra o significado desta expressão esnobe e fora de moda. Ou, para se igualar à imbecilidade de hoje sendo o imbecil de ontem, post scriptum é uma expressão démodé.

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