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Archive for fevereiro \19\-03:00 2013

Estou recuperando e colando aqui material que produzi para o GeoCities, no início dos anos 2000. Como se vê abaixo, essa era a página-portal do site.

© 2002 C.A. dos Santos
Texto atualizado em 23 de janeiro de 2003

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Esta é a página-portal do site sobre os bares de Natal, principalmente os antigos. Além de resgatar parte da história da boêmia natalense, o site pretende ser um guia de bares e restaurantes contemporâneos.

Receitas culinárias, aperitivos e coquetéis também serão apresentados. Veja a primeira versão sobre este tema
Vamos apresentar como os bares natalenses aparecem na literatura potiguar, e como outros bares são apresentados na literatura universal.
Em sucessivas atualizações, vamos apresentar muitas histórias sobre a Confeitaria Delícia, um dos mais antigos bares de Natal. O ambiente underground do Brisa do Mar, está sendo ilustrado com uma hilariante história enviada por um internauta anônimo. O Bar Dia e Noite, o preferido da juventude bem-nascida, e seu garçom gasolina, não poderia ficar de fora, assim como A Palhoça.

Boite Arapuca, um antro de orgias sexuais e consumo de drogas, segundo comentários dos anos sessenta, também teve sua breve existência registrada.

Pelas inúmeras histórias que ali eram contadas, a Confeitaria Atheneu vai merecer uma página com sucessivas atualizações.

Para manter-se atualizado, visite o mapa do site, e o coloque entre seus favoritos.

Estaremos freqüentemente apresentando novos links, com outras páginas sobre bares de Natal, antigos e novos.

  1. Sugira bares antigos, indicando local e período de funcionamento, ou o período em que o freqüentou.
  2. Envie relatos ou crônicas sobre bares antigos e novos. Se o leitor desejar permanecer no anonimato, garantiremos o sigilo.

Bares e Restaurantes no topo da minha memória

Bar Dia e Noite A Palhoça Confeitaria Oásis Carne de Sol do Lira Carne de Sol do Marinho O Casarão

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Bar Brisa do Mar

Estou recuperando e colando aqui material que produzi para o GeoCities, no início dos anos 2000.

© 2002 C.A. dos Santos
Texto revisado em dezembro/2002

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O texto que se segue foi elaborado a partir de informações prestadas por um freqüentador do bar Brisa do Mar. A seu pedido, o informante permanecerá no anonimato.

Nos anos sessenta, o bar Brisa do Mar era um ponto de encontro do meio intelectual natalense. Entenda-se, para usar uma expressão da época, era o ponto de encontro do underground. Hoje poderia muito bem ser classificado como um bar GLS. Ficava na margem do rio Potengi, na altura da rua João da Mata, próximo à Casa do Estudante, os principais freqüentadores do recinto.

Depois trocaram o nome do bar. Passou a chamar-se Brisa del Mare. Já tinha essa bobagem naquela época. Era o início da grande Greenville em que se transformou este país.

Além dessas circunstâncias sociológicas, o bar era famoso pelo
carangueijo preparado por Nazareno, a Madame Satã potiguar. Como o malandro e homossexual carioca, Nazareno também era um negrão forte, e costumava desafiar machões e valentões, batendo no peito e falando alto:

– Sou muito mulher para bater em você.

Certa noite de lua cheia, o bar lotado, a farra corria solta. De repente, falta luz na cidade. Blecaute total. Imediatamente, alguém, com voz de soprano, grita na sua típica afetação:

– Atenção, atenção, vamos fazer a chamada: Jane.

– Presente, respondeu outra na mais estridente fanfarra.

Os nomes sucederam-se: Odete, Cristina, Gigliola, Ariene…

A cada nome, um presente ora escandaloso, ora comedido.

A luz chegou e alguém começou a dedilhar malaguenha no seu bem afinado violão. Uma dançarina, com calça Saint-Tropez coladíssima no corpo, ensaia trejeitos castelhanos.

birita já tinha chegado ao meu limite quando descobri que a linda menina dos meus desejos estava com sua namorada, vigilante namorada, entenda-se.

Notas


Carangueijo no leite de côco:Usualmente, o carangueijo é preparado n’água e sal. Coloca-se o carangueijo vivo na água fervendo e adiciona-se sal. Quando o carangueijo fica vermelho, está pronto. Parece que Nazareno foi um dos primeiros a preparar o carangueijo com leite de côco. A receita é ótima, e desde então passou a ser muito utilizada.volta

Madame Satã: João Francisco dos Santos, malandro, preto, pobre e homossexual, transformou-se em personagem folclórica da boêmia carioca na Lapa dos anos trinta. Com o apelido de Madame Satã virou mito de coragem na brigas de rua.volta

Calça Saint Tropez: Foi moda nos anos sessenta. Trata-se de uma calça com o cós bem abaixo do umbigo. Está de volta neste novo século.volta

Birita: Bebida.volta

Bares e Restaurantes no topo da minha memória

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Tenho falado bastante sobre a volatilidade da memória nessa era da comunicação digital, sobretudo na internet. Coisas que simplesmente desaparecem, ou que não mais podem ser recuperadas porque a tecnologia de leitura já é outra. Acabei de ser vítima, com uma página que criei no Geocities, entre 2001 e 2002. Veja aqui a história do Geocities, em português e em inglês.

Motivado pelo artigo Lembrando o bar, café e lanchonete Dia e Noite, do médico Jahyr Navarro, publicado ontem no O Jornal de Hoje, resolvi reler o que tinha escrito sobre esse bar, há mais de uma década. Aí está a capa da página

geocities_capaCliquei em alguns links, todos funcionando. Por exemplo aqui está o mapa do site.

geocities_mapaSite

 

 

Aqui o texto sobre o Dia e Noite

BarDiaNoite

Aí fiquei curioso para ver o texto No topo da memória.

 

 

 

 

geocities_linkTopoMemo

 

Que ironia, justamente esse tipo de texto, sobre memória . . . Cliquei no link, veja o que aconteceu: o texto não está mais disponível.

 

geocities_topmind

Cliquei no link visit Archive.org, coloquei a URL http://www.geocities.com/natalcas2002/topmind.html, mas . . .

 

 

 

 

 

 

archive.org

o texto desapareceu, o gato cibernético comeu!

É a volatilidade dos nossos tempos, só espero que isso não se transfira para nossos sentimentos pessoais.

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Recebi da Clarisse um belo presente nos meus 65 anos: o livro de Gaetan Cordaro e Françoise Cordaro, Nous, les enfants de 1947.

capa_cordaro_2012

Mais relevante que o presente em si, foi a dedicatória da Cla

dedica_cla

Esse é o tipo de livro que muita gente gostaria de ter escrito. Cada um faz um relato desse tipo nas conversas em volta de garrafas de cachaça, vinho, cerveja e outros que tais. Da minha parte, como autor frustrado desse tipo de publicação, só tenho mesmo é que tomar emprestado as imagens da dupla Gaetan-Françoise Cordaro (tio e sobrinha) e acrescentar meus modestos comentários.

Os autores apresentam uma cronologia de fatos importantes, conforme registros em seus imaginários. Cada um terá sua cronologia. Por exemplo, para eles o ano de 1947 começa com a doutrina Truman, o início da guerra fria contra comunismo, e passa pelo lançamento do plano Marshall, em junho daquele ano, elaborado para a reconstrução da Europa. Sem dúvida, eventos importantíssimos para a história da humanidade, mas para mim este ano é marcado pela morte de Max Planck, em 4 de outubro, 3 dias antes do meu nascimento.

1948 inicia com o assassinato de Mahatma Gandhi, passa pela criação do estado de Israel, David Ben Gourion à frente, pelo lançamento do famoso “dois cavalos” (2CV, deux chevaux) da Citroen e termina com a Declaração Universal dos Direitos Humanos

MahatmaGandhi

Os autores não colocam na cronologia o encontro de Edith Piaf e Marcel Cerdan, em 1948, embora eles coloquem essa foto de Edith e faça referência à sua bem sucedida vida artística. A história do amor de Edith e Marcel foi narrada no belo filme de Claude Lelouch, Edith et Marcel http://www.dailymotion.com/video/x8xctx_edith-et-marcel-bande-annonce_shortfilms#.USK_X1r473s.

EdithPiaf

1949, março, a RCA Victor lança o disco de 45 rotações, os famosos “single”. Em abril torna-se obrigatória na França o uso da vacina BCG (contra tuberculose) [No Brasil, o uso de BCG é prioritário em crianças de 0 a 4 anos, sendo obrigatória para menores de 1 ano, de acordo com a Portaria n.º 452 de 6/12/76 do Ministério da Saúde (MS), extraído de <http://revista.hupe.uerj.br/detalhe_artigo.asp?id=225>, acesso em 18/2/2013.].

1/10/1949, Mao Tsé-Tung (Mao Zedong) proclama a criação da República Popular da China. Alimentou sonhos revolucionários da minha geração.

1950, junho, início da guerra da Coréia, que se estenderá até 1953. Eu animava as visitas da nossa casa fazendo imitações de algumas pessoas de Areia Branca. Brasil perde, no maracanã, o jogo final da copa de mundo para o Uruguai.

1951, abril, Ethel e Julius Rosenberg são condenados à morte, acusados de espionagem para a União Soviética (URSS). A execução se deu em 19/6/1953. Comoção mundial. Motivaram vários filmes, programas de TV e obras literárias. Para mim, esse é o ano de criação do CNPq e da CAPES.

1954, maio, fim da guerra da Indochina, perdida pela França.

1956, Brigitte Bardot imortalizou o biquini, no filme E Deus criou a mulher. Ah, o biquini! Ah, a BB!

biquini_BrigitteBardot

1957, 4 de outubro, os soviéticos lançam o Sputinik 1, dando início à corrida espacial.

Os autores lembram que nos anos 1954-1957 os meninos se divertiam com bolinhas de gude (billes). Engraçado, em Areia Branca não tínhamos jogos de bolinhas de gude. Me diverti muito com isso apenas em Natal. Tínhamos três tipos de jogos. O mais apreciado era o biloca. De acordo com Orlando Duarte (http://www.jogos.antigos.nom.br/bolinhadegude.asp), em São Paulo o jogo era denominado biroca e se procedia assim: são feitos quatro buracos – as “birocas” – na terra. Os jogadores (de 2 a 4) jogam suas bolinhas até a primeira “biroca”. Quem ficar mais perto dela, iniciará o jogo. A partir daí, deverá percorrer todo o “circuito”, ou seja, colocar sua bolinha em cada um dos buracos. após isso, poderá “matar” a bolinha dos adversários, ou seja, atingirá a bolinha do adversário com a sua, eliminando-o do jogo. Se errar a “biroca” ou a bolinha do adversário, “perde a vez”. E assim por diante…

 

Em Natal eram 3 buracos, e cada vez que um jogador colocava sua bolinha num buraco, tinha o direito de expulsar a bola de um dos inimigos das proximidades daquele ou de outro buraco. Como em SPaulo, ele virava “matão” depois que fazia o percurso.

TRIANGULO: nesta modalidade, risca-se um triangulo na terra. São colocadas no interior deste, bolinhas pertencentes aos jogadores. A partir daí, os jogadores se revezam “matando” as bolinhas no interior do triangulo, até que não existam mais bolinhas para serem atingidas.

Um jogo cujo nome não lembro, e nem sei se tinha um nome. Muito apropriado para 2 jogadores. Simplesmente tínhamos que acerta a bolinha do outro.

bolaDeGude

1959, outubro, lançamento de Astérix, criado por Albert Uderzo. O primeiro album, Astérix o gaulês, foi lançado em 1961. Não lembro quando li pela primeira vez uma história de Astérix. Pode ter sido no final dos anos 60 ou início dos 70.

Os autores se lembram das vitrolas no final dos 1950, início dos 60, também denominadas gira-discos. Aqui chamávamos toca-discos, radiola ou vitrola. Na França a moda era a Teppaz http://www.samidouek.com/2008/11/come-e-toca-discos.html). Em Areia Branca, que ridículo, fazíamos serenata com vitrola. Tínhamos uma inveja danada de Mirabeau Dantas, que fazia serenata com seu gogó de ouro.

radiola

1960, 12 de abril, o soviético Yuri Gagarin é o primeiro homem a dar a volta na terra, a bordo da Vostok 1.

1960, 18 da abril, primeiro show dos Beatles na Inglaterra e de Johnny Hallyday na televisão francesa. Dos Beatles, nada a comentar. Fez a cabeça de toda minha geração.

beatles

Ficou com água na boca por que não nasceu em 1947? A Éditions Wartberg tem outros 53 livros, de 1929 a 1982.

livrosOutrosAnos


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