Em 1981, estudantes de PG e professores do Instituto de Física da UFRGS resolveram organizar um evento “modestamente” denominado Repensando o Brasil. O movimento ultrapassou os muros do IF e participaram estudantes de outras unidades e até mesmo estudantes do ensino médio, como Fernanda, a filha de Luiz Fernando Veríssimo, e sua turma. Para subsidiar os custos do evento, editamos e vendemos os Cadernos de Repensando o Brasil. No primeiro fascículo escrevi uma breve descrição da campanha De pé no chão também se aprende a ler. Conseguimos levar para Porto Alegre: Cristovam Buarque, Mário Schenberg, Moacir Gadotti, entre outros que não lembro mais. Lotamos o enorme e suntuoso auditório da Faculdade de Direito, com gente sedenta por discussão política de excelente nível. Quem quiser ler a íntegra do documento basta visitar http://www.slideshare.net/casifufrgs/de-pe-no-chao-tambem-se-aprende-a-ler.



Archive for junho \21\-03:00 2014
De pé no chão também se aprende a ler
Posted in Textos diversos on junho 21, 2014| Leave a Comment »
Chico Buarque, 70 anos
Posted in Textos diversos on junho 19, 2014| Leave a Comment »
A CBN está solicitando que âncoras e comentaristas de seus programas escolham a música preferida de nosso bardo maior (http://cbn.globoradio.globo.com/series/chico,-70-anos-uma-homenagem-da-cbn/2014/06/16/500-CANCOES-EM-40-ALBUNS-QUAL-A-SUA-PREFERIDA.htm).
Não saberia fazer essa escolha, é como achar pérola escondida em aluvião cósmico.
Da namorada apaixonada ouvi
Vem, meu menino vadio / Vem, mas vem sem fantasia / Vem que eu te quero fraco / Vem que eu te quero tolo / Vem que eu te quero todo meu
À namorada que me deixou em frangalhos declarei
Trocando em miúdos, pode guardar / As sobras de tudo que chamam lar / As sobras de tudo que fomos nós / As marcas de amor nos nossos lençóis / Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago / Meu peito tão dilacerado
À mulher linda que vi uma noite
Quem é você, diga logo / Que eu quero saber o seu jogo / Que eu quero morrer no seu bloco / Que eu quero me arder no seu fogo
O inevitável desencontro fez Pierrot correr e não achar a Colombina
Fui porta-estandarte / Não sei mais dançar
Eu, modéstia à parte / Nasci para sambar / Eu sou tão menina / Meu tempo passou / Eu sou Colombina / Eu sou Pierrot
Dancei ao som da viva-voz de Chico, final dos anos 60 no ABC (Natal), ele nervoso, um cigarro atrás do outro, um copo de uísque esvaziado a todo momento, entoava
Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala / Você era a favorita onde eu era mestre-sala / Hoje a gente nem se fala, mas a festa continua / E cada qual no seu canto / Em cada canto uma dor / Depois da banda passar / Cantando coisas de amor
Anos 70, na PUC-RJ, o MPB-4 tocando alguma música de Chico (não lembro), e a multidão cantando a proibida Apesar de Você
Hoje você é quem manda / Falou tá falado não tem discussão / Apesar de você amanhã há de ser outro dia / Água nova brotando / E a gente se amando / Sem parar.

