Archive for março \28\-03:00 2016
O que hoje é, amanhã não será!
Posted in Textos diversos on março 28, 2016| 2 Comments »
De novo, aos amigos e parentes antiPTistas
Posted in Textos diversos on março 17, 2016| 1 Comment »
Se você jamais viu coisa parecida, nem leu nos livros de história, preste atenção. No início dos anos 1920, jovens nazistas invadiram um auditório na Alemanha, onde Einstein dava uma conferência. Einstein era judeu e o antissemitismo se agravava na Europa. Em 1933, Hitler ocupa o cargo de Chanceler. Em 1939, a Alemanha invade a Polônia e cria o primeiro campo de concentração. Em várias ocasiões, na Alemanha, os nazistas obrigavam judeus a fazer a saudação “Heil Hitler”. Se não fizessem, apanhavam, eventualmente até morrer em campo de concentração.
Agora, troque a Alemanha pela Av. Paulista, e no lugar do “Heil Hitler” ponha “Fora Dilma”. O roteiro está sendo o mesmo. Falta saber quando o campo de concentração será construído e exatamente para quem.
É sobre isso que alerto meus amigos e familiares antiPTistas. Reflitam sobre o que escrevem nas redes sociais. O ódio que se espalha é como um rastro de pólvora, e se você estiver muito perto, a labareda pode te queimar.
Morre George Martin, o produtor dos Beatles
Posted in Textos diversos on março 9, 2016| Leave a Comment »
Estou sem tempo para escrever uma crônica sobre o George Martin, por muitos considerado o 5o. Beatle. E também para deixar registrada a minha grande admiração pelo coral Meninas Cantoras de Petrópolis, reproduzo aqui o belo texto de João Resende, disponível em https://beatlestothepeople.wordpress.com/2010/03/04/o-dia-que-os-anjos-brasileiros-cantaram-para-o-maestro/
Os anjos brasileiros que encantaram o maestro
Sir George Martin não é simplesmente o produtor da maior banda de todos os tempos. Ele é o quinto Beatle. Martin é uma peça do universo Beatle que, sem ela, eu duvido muito que as coisas um dia chegariam perto do que foram. Beatlemaníacos mais recentes, que podem ainda não saber o valor desse cara, agradeçam e MUITO ao Sir George Martin. E como é o propósito da coluna Beatles&Brasil mostrar que o Fab Four não está tão longe assim de nossa realidade, que legal poder trazer esta história para vocês.
Em 1993, foi planejado um grande espetáculo do Projeto Aquarius, com a direção artística de Péricles de Barros. O concerto aconteceria na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, para comemorar os 30 anos do primeiro sucesso dos Beatles. Buscando trazer valor para a comemoração, foi convidado para reger o grande maestro e arranjor responsável pelo sucesso do Quarteto de Liverpool: Sir George Martin.
No concerto, estavam planejadas uma orquestra sinfônica, uma banda e um coral. O quinto Beatle exigiu que a produção enviasse para Londres gravações dos melhores corais brasileiros pois desejava escolher qual estaria mais ao seu gosto.Cerca de 200 gravações de corais brasileiros foram enviadas para Abbey Road e, finalmente chegou-se a um veredicto: o show seria das Meninas Cantoras de Petrópolis.
Com a palavra, Ricardo Pugialli, conhecido autor de livros sobre os Beatles e um dos organizadores de tal expedição:
Após o lançamento do livro, contatamos Robertinho de Recife e contamos a conversa que tivemos com George Martin, e que iríamos enviar o disco dele. Nesta conversa surgiu a idéia do concerto, com Martin regendo a Orquestra Sinfônica Brasileira, junto com um grupo de rock, tocando as músicas dos Beatles, segundo os arranjos feitos por ele.
Os primeiros meses de 1993 foram dedicados a negociações com a direção do Projeto Aquarius, que comungava do desejo de trazer o famoso maestro e produtor. Uma fita de vídeo com a história do Aquarius e seus principais eventos foi especialmente preparada e enviada à Londres, junto com um dado que sensibilizou George Martin: o Projeto Aquarius sempre foi um evento gratuito, popular, atraindo dezenas de milhares de pessoas, normalmente nos jardins da Quinta da Boa Vista.
Com a simpatia que George Martin nutria por nós, aliada à possibilidade de fazer o concerto de sua vida, sua resposta foi positiva. O projeto inicial previa um grupo de rock, com nomes a serem escolhidos, e um coral, que seria o Garganta Profunda, por seu trabalho recente com músicas dos Beatles. Ao longo das negociações, ficou acertado que o Coral de Petrópolis e as Meninas Cantoras de Petrópolis ficariam no projeto, no lugar do Garganta.
O Coral das Meninas Cantoras de Petrópolis foi fundado em 1976. Nasceu de uma idéia feminista do maestro Marco Aurélio Xavier e já tem diversos CDs gravados, participações em vários eventos de porte. Cantaram ao lado de grandes nomes como Elizeth Cardoso, Simone, Roberto Carlos, Fábio Jr e Xuxa. Mas sem dúvida, nada maior do que cantar para um dos maiores nomes da música de todos os tempos. Voltando para o relato de Pugialli:
No dia 15 de outubro de 1993, um vôo da Varig trazia George Martin, sua esposa Judy, seu filho Giles (que além de assistente do pai, iria tocar na banda), sua filha Lucy e seu sócio, o também produtor John Burgess. Eu estava no mesmo vôo. Na escala em São Paulo fui dar as boas vindas, em nome de todos os brasileiros.
Tivemos o fim-de-semana livre para um belo passeio de barco pela orla do Rio de Janeiro. Como George Martin possuía um iate, ele logo estava no comando, levando todos até as ilhas Cagarras, onde um banho de mar foi desfrutado por seus filhos e alguns membros do staff a bordo. Quando passávamos em frente à Ipanema tirei aquela que seria uma das mais belas fotos de George Martin no Rio. Esta foto foi pirateada e enviada para revistas no exterior, tal a sua beleza.
Começa a semana e os ensaios também. Primeiro, no auditório do jornal O Globo, trabalhos entre os Corais e o Grupo de Rock, formado por Robertinho de Recife (guitarra-solo e violão), Giles Martin (guitarra-ritmo e violão), Mauro Senise (sax), Fernando Moura (teclados), Jamil Joanes (baixo), Ricardo Magno (vocais), Carlos Bala (bateria), mais os percussionistas Peninha, Chacal, Cezinha e Cizinho.
Na sexta-feira, dia 22, os ensaios foram realizados no palco da Quinta da Boa Vista, com todos os músicos e cantores reunidos pela primeira vez . Mas o imprevisto aconteceu: a chuva impediu que os músicos da Orquestra Sinfônica ficassem em suas posições, sob o risco de perderem seus instrumentos. Um novo ensaio aconteceu no sábado,dia 23, véspera do show. George Martin pode finalmente reger todos, numa bela prévia do que seria o espetáculo. Foi um momento mágico, ver o homem que lapidou o som dos Beatles ali, na Quinta da Boa Vista.
Em seguida, os ensaios foram deslocados para a Sala Cecília Meireles, onde o Grupo de Rock tocou junto com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Belos momentos desta noite de sábado foram preservados, como Giles Martin bem à vontade, ou discutindo uma passagem com Robertinho de Recife. Ou mesmo aguardando o momento de colocar seu violão em ação. Em seguida, Robertinho de Recife deu um show à parte durante o meddley Carry That Weight / The End, com solos que encantaram todos os presentes no ensaio. Tudo estava perfeito para o dia seguinte. Tudo?
No dia do espetáculo, um público estimado de 100 mil pessoas estava presente. Mas ninguém contava com a chuva, que impediu a participação da orquestra. Mas nem o maestro, nem o coral, e muito menos uma grande parte da platéia pretendia desistir.
No domingo, dia 24, eram aguardadas cerca de 100 mil pessoas nos jardins da Quinta da Boa Vista. Mas uma chuva torrencial desabou sobre o Rio de Janeiro, levando a acreditar que o concerto seria cancelado.
Uma multidão estimada em 20 mil pessoas resistiu enquanto a produção improvisou coberturas para o Grupo de Rock. Os dois Corais ficaram na chuva, enquanto que a Orquestra Sinfônica Brasileira teve que se retirar. O que se viu então foi inesquecível: um George Martin tão entusiasmado, que recusou a proteção contra a chuva que lhe ofereciam. Todos os arranjos foram adaptados para suprir a falta da Orquestra. Um vídeo enviado por Paul McCartney especialmente para o evento foi exibido, onde ele conversava com George Martin e o público. Foi uma apoteose.
Em 1997, Martin retornou ao Brasil por outros motivos. Quando estava embarcando de volta, uma surpresa para o maestro. As Meninas Cantoras de Petrópolis estava lhe esperando no Aeroporto do Rio de Janeiro para cantar-lhe alguns sucessos dos Beatles. O maestro, visivelmente emocionado, vai a frente e rege a apresentação. Nesse ano, resolvendo gravar sua ultima produção, o CD “In my life”, ele incluiu as Meninas na faixa “Ticket to Ride”, ao lado de grandes astros da música internacional como Celine Dion, Phil Collins e Sean Connery.
Demais, né? Assista à matéria do Fantástico da época que o George Martin passou aqui pela segunda vez:
Esta outra matéria da TV Serra e Mar fala sobre a vida de uma menina do coral e mostra bastante coisa desse encontro no aeroporto.
Para encerrar este artigo tão especial vou dar uma amostra do motivo pelo qual o quinto Beatle tem tanta paixão pelas Meninas de Petrópolis. No vídeo abaixo, elas arrebentam com My Sweet Lord.
Tem como não amar?
Aos meus amigos e parentes antiPTistas
Posted in Textos diversos on março 6, 2016| Leave a Comment »
Tempos atrás eu preveni que a onda de ódio não ia acabar bem. Por favor, não incitem os de miolo mole entrarem nessa onda. Respondam-me, antes das eleições de 2014, algum político do PSDB, DEM, PPS, e outros da oposição chegou a ser molestado por PTistas em locais públicos, como restaurantes, shoppings, praças, etc? Depois das eleições, vários políticos do PT e seus aliados começaram a ser importunados nesses lugares públicos.
Outro dia vi um vídeo, havia um vereador tomando café numa praça de alimentação de um shopping, não se sabe de qual partido governista. Uma dezena de pessoas fizeram uma simulação de dança de quadrilha em torno da mesa. Uma coisa abominável. Era óbvio que em algum momento a reação viria, como a invasão que fizeram hoje no triplex de Paraty e a aglomeração que fizeram ontem em frente à Globo no Rio. E a Globo, com a desfaçatez que lhe é peculiar, chama essa turma de milícia petista, mas jamais chamaram de milícia PSDBista ou PPSista, DEMista aqueles que picharam e colocaram bombas na sede do PT. E agora um dos seus colunistas está pedindo a volta dos militares. É assim que tudo começa, e amanhã, com os militares, nem vocês que apoiam essa ignomínia estarão livres de perseguição. Quem passou por isso sabe como é.
Em 1989, eu estava na França e vi a tristeza de um físico iugoslavo ao dizer que seu país estava à beira de uma guerra civil. Logo depois a tristeza virou realidade e amigos matando amigos com a metralhadora na mão e as lágrimas nos olhos. Não contribua para que isso chegue aqui. Desonrar um adversário político pela força bruta é o caminho mais curto para isso. A única forma digna de trocar o poder numa democracia é pela força do voto. Preparem a população para fazer isso neste ano e em 2018, e deixem de semear ódios e de alimentar uma eventual intervenção militar. Não é a corrupção que todos praticam, infelizmente, que justifica esse movimento todo, é simplesmente o desejo de tomar o poder do PT. Tomem pelo voto, e não pelo derramamento de sangue.


