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Archive for the ‘Divulgação científica’ Category

Acabei de chegar de Campinas, da 60a. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, onde apresentei a palestra “Do espalhamento de partículas alfa à energia nuclear: caminhos percorrido por Rutherford”. Transformei-a em vídeo e a coloquei no youtube, neste endereço.

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Não precisa muita sagacidade para perceber a hipocrisia que corre na veia do brasileiro. A mídia está aí para nos mostrar diariamente acusações, por parte dos formadores de opinião e do público em geral, da falta de honestidade e da corrupção dos políticos.

Todos esquecem que os políticos somos nós. Isso não é uma metáfora. Quero dizer que muitos dos que acusam os políticos, fariam o mesmo se lá estivessem. Muitos dos que acusam os políticos não têm o menor pudor em furar filas, dar e receber cola na escola, pedir para o guarda de trânsito relevar uma falta, ou tentar suborná-lo (depois, o corrupto é o guarda!).

Tudo isso estamos careca de saber. Mas, agora psicólogos americanos investigaram esse comportamento, que eles denominam hipocrisia moral. Denominação óbvia e correta. A notícia saiu no New York Times de hoje , e se refere a três artigos publicados em três diferentes revistas de psicologia.

No estudo realizado na Universidade Nordeste (Northeastern University), o psicólogo David DeSteno e colaboradores (http://desteno.socialpsychology.org), observaram pessoas submetidas à seguinte situação:

A pessoa era informada de que ela e outra pessoa que chegaria mais tarde deveriam realizar uma tarefa em um computador. Eram duas tarefas diferentes. Uma bem simples, consistindo em selecionar fotos durante 10 minutos. A outra mais complexa e tediosa, um exercício sobre geometria mental, levava 45 minutos.

A pessoa tinha que decidir como dividir a tarefa: deixar que o computador distribua aleatoriamente as tarefas, ou escolher sua tarefa. Qualquer que fosse a opção, a pessoa era informada de que a outra pessoa não sabia que a decisão cabia a ela, a primeira pessoa.

A questão é: qual a forma justa de dividir as tarefas?

Quando a questão era colocada abstratamente a pessoas não envolvidas nas tarefas, todos respondiam que não seria justo escolher a tarefa mais simples.

Mas, quando os pesquisadores colocaram a situação para um grupo de teste, mais de 75% do grupo escolheu a tarefa mais simples. Quando posteriormente foram questionados eles consideraram que estavam agindo justamente.

Alguma semelhança com o que eu disse no início do texto? Isso também justifica porque uns são considerados patriotas, enquanto outros são terroristas. Uns são corruptos, enquanto outros simplesmente demonstram maestria no jeitinho brasileiro.

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É este o título da minha coluna de junho na Ciência Hoje Online. Veja o primeiro e os dois últimos parágrafos.

No limiar do século 20, os cientistas já estavam convencidos da existência dos átomos, mas sabiam muito pouco sobre a sua constituição. Um nome foi crucial para o entendimento dessa questão: o neozelandês Ernest Rutherford (1871-1937). Ele propôs a existência do núcleo atômico e forneceu ao mundo um novo modelo do átomo, essencial para explicar a radioatividade. Ao lado do francês Henri Becquerel (1852-1908) e da franco-polonesa Marie Curie (1867-1934), ele é reconhecido como um dos ícones do estudo desse fenômeno.

Rutherford seguiu sua trilha, perscrutando o núcleo atômico. Em 1919, produziu a primeira desintegração artificial, bombardeando átomos de nitrogênio com a sua ferramenta predileta – partículas alfa. Nesse experimento, ele descobriu o próton e levantou a hipótese da existência de outra partícula neutra, com massa semelhante à do próton: o nêutron, descoberto 13 anos mais tarde por seu colaborador Chadwick.

Do nêutron até a fissão nuclear foi um salto, embora Rutherford, falecido às vésperas da Segunda Guerra, não tenha sobrevivido para assistir aos usos bélicos e pacíficos da energia atômica. Mas essa história é longa e interessante demais para ficar espremida neste fim de coluna: voltamos ao tema no próximo mês.

Veja o texto completo em http://cienciahoje.uol.com.br/122576.
Se desejar ser alertado por email, cada vez que a coluna for atualizada (mensalmente), envie mensagem para cas.professor@gmail.com, ou manifeste-se na ferramenta comentário.

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O título é uma brincadeira, inspirada em piada que José Vasconcelos contava nos anos sessenta. Era algo assim:
Rádio Clube de Pernambuco, PRK 30, de Recife para o muuuuuundo!
O título também é equivocado, deveria ser do Mundo para Macaíba. Tudo isso é exagero de potiguar emocionado com o que vem fazendo Miguel Angelo Laporta Nicolelis, renomado neurocientista, criador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra O IINN-ELS fica em Macaíba, uma cidadezinha ao lado de Natal.
Já faz tempo que o homem está na boca do povo, mas confesso que ainda não tinha parado para saber mais sobre ele, até que vi a emocionante entrevista que ele deu para a revista Caros Amigos.
Logo na capa afirma-se que ele é um dos 20 maiores cientistas vivos do mundo. Procurei saber quem lhe tinha atribuído este título. Descobri no seu currículo Lattes que na verdade ele foi escolhido pela revista americana Scientific American, em 2004, como um dos 50-Research Leader in Biomedical Engineering. Na web of science vi que entre os seus 136 trabalhos, 4 foram publicados na Nature e 4 na Science, duas das mais importantes revistas científicas em todo o mundo. Além disso, seus trabalhos publicados na Scientific American e as matérias em que ele é objeto nesta revista dão uma boa medida do seu interesse pela popularização da ciência.
Tem muita gente torcendo para que ele seja o primeiro brasileiro a ganhar o Prêmio Nobel.

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Este é o título da minha coluna de maio na Ciência Hoje Online, disponível em http://cienciahoje.uol.com.br/120379 . Veja o parágrafo inicial e a conclusão da coluna.

Na coluna de março, falei sobre o uso de relógios atômicos no sistema de posicionamento global (GPS, na sigla em inglês). Concluí a coluna dizendo que, sem o relógio atômico, esse sistema seria inviável. Mas o que seria do GPS sem a relatividade? Por causa das correções resultantes das teorias da relatividade restrita e geral, a precisão do sistema encontra-se entre 5 e 10 metros. Se essas correções não fossem aplicadas, o erro de localização seria superior a 11 quilômetros por dia! Vejamos em detalhes como é essa história.

Para concluir, vale mencionar uma aplicação bastante engenhosa elaborada pelo Inpe em colaboração com as Universidades de Washington e de Utah, ambas nos EUA. Trata-se de um estudo sobre relâmpagos em São Paulo (clique aqui para saber mais sobre o assunto). Graças à utilização de um receptor GPS, medidas de campo elétrico com alta resolução temporal sugerem que esses campos podem ser muito maiores durante fortes tempestades do que se previa anteriormente.

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