Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Educação’ Category

Este é o título da minha coluna de dezembro na Ciência Hoje Online. É sobre as partículas Janus, que funcionam como um surfactante. Vem despertando enorme interesse nos últimos anos, mas seus fundamentos experimentais foram descobertos entre 1903 (Walter Ramsden) e 1907 (Spencer Umfreville Pickering), e seus fundamentos teóricos foram apresentados em um artigo que Pieranski publicou em 1980. Visite  http://www.professorcarlos.com/ e veja belas imagens de partículas Janus e outras partículas utilizadas em emulsões Pickering.

Read Full Post »

capa_livro_ozai
Maurício Tragtenberg: Militância e Pedagogia Libertária
Ijuí: Editora Unijuí, 2008 (344p.)

Site: http://www.editoraunijui.com.br

Email: editorapedidos@unijui.edu.br

 

 

Na resenha que fez, Paulo Denisar Fraga, professor de Filosofia, Metodologia da Ciência e Pesquisa da Universidade Federal de Alfenas, MG, escreveu:

Este é um livro sobre um intelectual inovador a quem o Brasil ainda deve, mas que o pensamento crítico vem reconhecendo paulatinamente. Um autor que pensou e contribuiu para a educação de modo não-formal, incomum e essencialmente crítico, confiando no papel formador da negação dialética do instituído. Sem se reter aos espaços que tradicionalmente se convencionou delimitar por “acadêmicos”, como Gorki ele considerava as vivências e lutas de sua trajetória como “as minhas universidades”.

Só a personagem retratada já é motivo bastante para ler o livro de Antonio Ozaí da Silva, professor da Universidade Estadual de Maringá, e ex-aluno de doutorado do professor Tragtenberg. O livro também marca os dez anos da morte de Maurício Tragtenberg. Data que também mereceu a lembrança da comunidade acadêmica de São Paulo e do Rio de Janeiro.

tragtenberg_pucsptragtenberg_uerj

 

 

 

 

 

 

 

 

Read Full Post »

A exemplo do que ocorreu durante a exposição Revolução Genômica, a revista Pesquisa FAPESP e o Instituto Sangari organizam agora uma série de palestras e debates complementares à mostra científica Einstein, que está em cartaz no no Pavilhão Armando de Arruda Pereira (antiga sede do Prodam), em frente ao planetário, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Em linguagem simples, acessível a um público amplo, físicos e especialistas de outras áreas – cinema, sociologia, filosofia, neurologia e história da ciência, entre outras – vão falar sobre as idéias de Albert Einstein e suas implicações em outros campos do saber.

Nas tardes de sábados, haverá mesas-redondas sobre o tema “O tempo em dois tempos”. Nelas, um físico e um pesquisador das ciências humanas falam e conversarão sobre a noção do tempo e do espaço em suas especialidades. Nas manhãs de domingo, na série “Muito além da relatividade”, físicos e escritores especializados em física do Brasil e do exterior abordarão aspectos pouco conhecidos da vida, do contexto histórico e da obra de Einstein. A entrada para as atividades da programação cultural, que ocorrem no auditório do pavilhão da exposição, é gratuita. A revista Pesquisa FAPESP e seu site farão cobertura intensiva das palestras.

Veja matérias na Revista Pesquisa Fapesp:

Outras informações sobre a exposição.

Segue abaixo a lista provisória da programação cultural, que ainda pode sofrer alterações:

11/10
O Difícil Legado de Einstein – Carlos Escobar, físico e professor da Unicamp
Mudando o modo de ver o mundo: indivíduos e ‘Zeitkontext’ ou como o movimento Browniano modificou o modo de fazer ciência – Peter Schulz, físico e professor da Unicamp
Mediador: Marcelo Leite, jornalista e colunista da Folha de S.Paulo

12/10
Einstein Inventor – Nelson Studart, físico e professor da UFSCar

18/10
O tempo do universo – Roberto Martins, físico e professor da Unicamp
O tempo no cinema – Rubens Machado (a ser confirmado)

19/10
A preparação de Einstein para o seu ano miraculoso – Carlos Alberto dos Santos, físico e professor da UFRGS

25/10
O tempo nas sociedades humanas – Mauro Almeida, professor da Unicamp, e Olival Freire, professor da UFBA

1/11
De Galileu a Einstein: do tempo da física ao tempo vivido – Pablo Mariconda, filósofo e professor da USP.
O tempo na filosofia – Antônio Augusto Videira, professor da UERJ

2/11
Em aberto.

8/11
As contribuições e críticas de Einstein à física quântica – Silvio Chibeni, físico e professor de filosofia da Unicamp.
O tempo no teatro – Sérgio de Carvalho, diretor teatral e professor da USP

9/11
Einstein no Brasil – Alfredo Tomalsquim, fisico e diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) do Rio de Janeiro

15/11
O tempo e a memória – Martín Cammarota, biólogo e professor da PUC-RS.
Impactos da obra de Einstein no campo da Física Médica – Roberto Covolan, físico e professor da Unicamp

16/11
Tema em aberto – Gary Steigman, professor da New York University, Estados Unidos

22/11
O tempo na educação” – Lino de Macedo, professor da Faculdade de Educação da USP, e Carmem Prado, física e professora da USP

23/11
Buracos Negros: rompendo os limtes da ficção – George Matsas, físico e professor da Unesp

29/11
Atividade a ser definida.

30/11
Tema em aberto – Arthur Miller, professor Emérito de história e filosofia da ciência do University College, Londres, autor de Einstein, Picasso: Space, Time, and the Beauty That Causes Havoc

6/12
Tema em aberto – Yurij Castelfranchi, físico e pesquisador da Unicamp.

7/12
Einstein e a matéria – Luiz Davidovich, físico e professor da UFRJ

13/12
Atividade a ser definida.

14/12
Tema em aberto – Michel Paty, diretor de pesquisa emérito no Centre National de la Recherche Scientifique, França, e autor de A filosofia de Einstein

Read Full Post »

Se você é estudante universitário, domina o inglês e deseja passar um ano em Londres, talvez esta notícia lhe seja interessante.

A University College London está divulgando a oportunidade de estrangeiros participarem do seu programa de Cidadania Global. Trata-se de um programa multidisciplinar cuja descrição, fornecida pela UCL é basicamente a seguinte:

This multi-faculty undergraduate programme draws on UCL’s prestigious research-based teaching, in areas such as science studies, history, politics, media studies, sociology and geography, to enable students to understand citizenship both as a significant intellectual concern of our time, and as a programme of action that will empower them and make real changes for a better world.

The undergraduates on this programme visit UCL for a year, or part of a year, during which they take courses centred in science and technology studies and develop skills in global citizenship. The programme also includes a selection of courses from UCL’s departments of Politics, Anthropology, History and Geography among others.

Detalhes em http://www.ucl.ac.uk/sts/global-citizen.

Read Full Post »

© 2002 C.A. dos Santos
Texto revisado em 13 de janeiro de 2003

Esta crônica é baseada em texto enviado por um internauta identificado como Caramuru


Em 1969, Joerton era nosso professor de matemática no 3o ano do científico noturno do Colégio Estadual do Atheneu Norteriograndense. Ah! o velho e glorioso Atheneu. Era um estudante de engenharia, um pouquinho mais velho que os mais novos da nossa turma. Freqüentávamos os mesmos ambientes da boemia. Depois da aula de 6a feira saíamos para a farra, geralmente para as festas do ABC, que ficava bem ali, na esquina da Afonso Pena com a Potengi, atrás do Atheneu.

Joerton exibia aquele ar desligado comum aos seres humanos de inteligência indiscutível. Fazia questão de deixar claro que não precisava preparar aula. Para ele, o improviso era a marca do intelecto superior. Tinha orgulho de tudo isso, mas do que mais se orgulhava era da sua capacidade de ingestão alcoólica. Conhecia todos os bares e botecos de Natal, mas seu local preferido era a A Palhoça. A Palhoça era assim, não necessitava do qualificativo Bar.

Toda 4a feira Joerton saía do Atheneu, seguia pela Potengi até a Av. Deodoro, dobrava à esquerda e caminhava cinco quadras até à Palhoça. Ficava ao lado do Cine Rio Grande e era propriedade do pai de Luíz Damasceno, o mais competente livreiro da capital potiguar. O nome Palhoça combinava com a arquitetura do estabelecimento, que consistia em vários cubículos, separados por paredes de palha, com chão de areia. Nessa foto, extraída de http://www.geocities.com/geraldom3/fotos/fotos.htm, a Palhoça fica à esquerda.

Certa vez Joerton nos convidou para uma cervejada na Palhoça. Como de costume, não parava de contar histórias do folclore escolar. Naquele dia, a mais hilariante envolvia um famoso filhinho-de-papai, que era tão obtuso, quanto rico.

A cena ocorrera no cursinho pré-vestibular. O professor de matemática estava dando uma aula sobre análise combinatória. A certa altura, o garboso e obtuso mancebo, que se postava arrogantemente nas últimas cadeiras da sala, pergunta:

Professor, o que quer dizer esse sinal de exclamação depois do número 4?

Imediatamente, um atilado e irônico colega que se sentava bem na frente, vira-se e diz, em alto e bom som:

O sinal de exclamação está exclamando: Oh, menino, quanto és burro!

Como se sabe, em análise combinatória, o sinal de exclamação é utilizado para representar a operação fatorial, ou seja, fatorial de 4 é escrito assim: 4!

Read Full Post »

« Newer Posts - Older Posts »