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Archive for the ‘escritores’ Category

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Maurício Tragtenberg: Militância e Pedagogia Libertária
Ijuí: Editora Unijuí, 2008 (344p.)

Site: http://www.editoraunijui.com.br

Email: editorapedidos@unijui.edu.br

 

 

Na resenha que fez, Paulo Denisar Fraga, professor de Filosofia, Metodologia da Ciência e Pesquisa da Universidade Federal de Alfenas, MG, escreveu:

Este é um livro sobre um intelectual inovador a quem o Brasil ainda deve, mas que o pensamento crítico vem reconhecendo paulatinamente. Um autor que pensou e contribuiu para a educação de modo não-formal, incomum e essencialmente crítico, confiando no papel formador da negação dialética do instituído. Sem se reter aos espaços que tradicionalmente se convencionou delimitar por “acadêmicos”, como Gorki ele considerava as vivências e lutas de sua trajetória como “as minhas universidades”.

Só a personagem retratada já é motivo bastante para ler o livro de Antonio Ozaí da Silva, professor da Universidade Estadual de Maringá, e ex-aluno de doutorado do professor Tragtenberg. O livro também marca os dez anos da morte de Maurício Tragtenberg. Data que também mereceu a lembrança da comunidade acadêmica de São Paulo e do Rio de Janeiro.

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O título não é bom, mas se trata de um lugar-comum que soa bem. O melhor talvez fosse preconceitos de gerações. Eu tive um estudante de mestrado e de doutorado em física na UFRGS, que era muito competente e usava um cabelão enorme. Depois fiquei sabendo que era músico nas horas vagas. Um colega que participou da sua banca de mestrado me confidenciou:

– O Cássio é muito bom, mas ele devia cortar o cabelo. Isso dá uma péssima impressão.

Essa é a questão. A imagem que influencia as avaliações pessoais.faller2 A boa ou má aparência, que “define” o caráter. Essa é uma origem forte do preconceito. Se eu, apressadamente visitasse esse blog, e dali saísse sem nada ler, não esperaria do seu autor um texto como este abaixo, que ele colocou na mensagem sobre o Dagomir Marquezi:

Li hoje a coluna e achei ótima! Além das siglas, ele também mencionou a boa pontuação e acentuação. Espero que influêncie muita gente, até porque, já cansei de ter que lutar para adivinhar o que são afirmativas e o que são interrogativas em conversas na internet.

Vivendo e aprendendo, e quebrando preconceitos.

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Claro que o título tem a ver com o Domingo no Parque, do Gilberto Gil, mas é um leve plágio por uma boa causa: meu diário deste domingo, 9/11/2008. 

A entrada da feira pela rua Sete de Setembro começa por este magnífico prédio, conhecido como Santander Cultural.

Como o Estado homenageado este ano é Pernambuco, nada mais natural do que a mostra Gilberto Freyre.

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Muitas coisas me impressionam na Feira do Livro de Porto de Alegre, que visito desde 1976, sempre que estou na cidade.Em primeiro lugar, a constância, que virou tradição. A feira sempre foi organizada na Praça da Alfândega, e sempre no mesmo período, isto é, entre a última sexta-feira de outubro e o segundo domingo de novembro. E ao que me consta é a feira com maior longevidade no país. Nasceu antes da Bienal do Livro de São Paulo, e muito antes da Festa Literária Internacional de Parati.

Depois vem o senso de organização, que evolui ano a ano. Claro que um evento que ocupa uma área grande como essa, tinha que ser bem organizado, mas não é sempre assim.

Olha só a sinalização na entrada pela Sete de Setembro.

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Outra coisa interessante é que o local é um colírio para os olhos e mentes sensíveis à beleza arquitetônica.

Nesta foto, captada por Letícia, do cais do porto, vemos o prédio da antiga Alfândega.
Não é uma maravilha?

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Já faz tempo que a criançada invade a feira, e de uns anos para cá a organização destinou um espaço próprio no cais, para pimpolhos e pimpolhas se esbaldarem.Outra coisa, a feira é um evento cultural com enorme repercussão social. flivro2008_porto01
Basta observar que os principais veículos de comunicação transferem boa parte de sua programação para a praça, e praticamente todas as editoras universitárias se fazem presentes. flivro2008_editora_ufrgs01
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Em frente às estátuas de Mário Quintana e Carlos Drummond de Andrade, o último lambe-lambe de Porto Alegre faz suas fotografias.

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Faz 32 anos desde a primeira vez que visitei a Feira do Livro de Porto Alegre. Em 1994, quando ela fez 40 anos, eu até escrevi uma crônica. Faz 54 anos que a feira é realizada no mesmo local (praça da Alfândega) e no mesmo período. Inicia na última sexta-feira de outubro e encerra no segundo domingo de novembro. Vou fazer aqui uma retrospectiva fotográfica, com fotos do meu arquivo e deste livro do Paulo Betancur e Joaquim da Fonseca.

Sessão de autógrafos em 1970. Detalhe: não há mesas para os autores apoiarem os ivros. Na foto abaixo, de 1982, a sessão de autógrafos era ar livre, mas com mesa! No primeiro plano, a partir da esquerda: A orelha e o braço esquerdo do Mário Quintana, Bruna Lombardi e Clarisse, que não tava nem aí para os astros citados.

Nos anos 1990 os autógrafos passaram para um pavilhão, mais confortável.
José Antonio Pinheiro Machado (Anonymous Gourmet) autografa livro para o autor do blog.
Em 2003 participei de uma sessão de autógrafo do meu livro O plágio de Einstein, mas não estou achando as fotos desta sessão. Resenhas e outras informações sobre o livro encontram-se neste endereço: http://www.albert.einstein.nom.br/.  No ano mundial da física (2005), participei de uma sessão especial sobre Einstein, com Alfredo Tolmasquim e Cássio Leite Vieira.
Um dos destaques da feira, que já virou folclore, é a cata por raridades nos balaios.
Uma coisa desagradável é que sistematicamente durante a feira cai uma tromba d’água.

Personalidades

Dyonélio Machado Mário Quintana
Moacyr Scliar Ruy Castro e Luis Fernando Veríssimo
Mário Quintana e Carlos Drummond de Andrade, em bronze.

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Texto revisado em 22 de agosto de 1998

No trem Ravena-Bolonha, procedente de Varsóvia, gente humilde que varou a noite naquelas poltronas de 2a classe. Um forte e insuportável cheiro de urina nos corredores. Com o pensamento viajo para longe; penso em Areia Branca, Natal, Porto Alegre, mas o mal cheiro não arreda o pé. Felizmente o trajeto é curto.

Em população, Bolonha é bem menor do que Natal, mas o maior desenvolvimento econômico é visível. Na estação de trem peguei um ônibus para o aeroporto Marconi, que é bem maior do que o nosso Augusto Severo, mas não tem um relógio para nos orientar, e o bar é menor do que o nosso. Leio, num jornal local (il Resto del Carlino) que Dirceuzinho (ex-ponta direita da seleção brasileira) morreu num desastre automobilístico no Rio. Pela matéria, percebe-se o cartaz que ele tinha por aqui.

Fizemos o trecho Bolonha-Milão num desses aviões pequenos que os europeus costumam usar nasviagens domésticas. Um pouco de balanço, mas nada grave! Milão tem uma população assim como a de Porto Alegre, mas um aeroporto quase igual ao Galeão, com um enorme free shop. Fim de verão, aeroportos abarrotados de gente voltando das férias; vôos atrasados, frio na espinha. Chegar em Lyon tarde da noite, para quem vai para Grenoble é um horror! Não deu outra, o vôo só foi sair depois das 22 horas, chegando em Lyon depois das 23 horas. Quando cheguei na plataforma de ônibus, perdi o último que saía para Grenoble. Um estudante na mesma situação, propôs dividirmos um táxi; quinhentos francos para cada um. Uma nota preta!

No dia seguinte, um domingo, dei uma volta pelo centre ville para matar a saudade: praça Victor Hugo, praça Grenette, rua Félix Poulat, boulevard Gambetta, avenida Alsace-Lorraine, … “Grenoble” que o visitante menos avisado percebe, não é Grenoble; é a região grenobloise, um conjunto com mais de quinze cidades, de tal modo interligadas que mais parecem bairros de Grenoble. Essa região, com uma população da ordem de quinhentos mil habitantes, tem maravilhosos recantos montanhosos e estações de esqui.

Não dá para descrever aqui, com razoável detalhe, toda a região grenoblense, mas talvez seja interessante destacar alguns aspectos histórico-turísticos. Por exemplo, pouca gente sabe que a Revolução Francesa nasceu numa reunião no castelo de Vizille (uma cidadezinha a 15 km de Grenoble), no dia 21 de julho de 1788; portanto, um ano antes da data que se comemora.

Curaro, uma pequena vila gaulesa, transforma-se em Grenoble depois de conquistada pelos romanos, bem antes do nascimento de Cristo. Cidade natal de Stendhal, autor de Le Rouge et le noir, Grenoble é também a cidade por onde passou muita gente importante. Em 1768, Jean-Jacques Rousseau tentou repousar aqui anonimamente, com o pseudônimo de Monsieur Renon, mas foi logo reconhecido, e bem acolhido e paparicado pela população, então mais do que provinciana. Hector Berlioz, na primeira metade do século dezenove, teve aqui uma ardente e não correspondida paixão.

O Vercors, uma bela região montanhosa ao lado de Grenoble, e que teve trágico e importante papel na resistência francesa durante a segunda guerra mundial, é hoje um ponto turístico imperdível, com algumas estações de esqui, várias grutas e verdadeiros túneis naturais, que os franceses chamam de gargantas (gorges). Um passeio, promenade, como dizem os franceses, numa manhã de outono em Villard de Lans, é algo deslumbrante. A primavera tem uma incontestável beleza visual, mas o bem-estar de uma amena manhã outonal é incomparável. Villard de Lans é a capital turística do Vercors.

Nos tempos modernos, Grenoble se destaca pela sua vocação para os empreendimentos tecnológicos. Foi aqui que, na segunda metade do século passado, se descobriu a energia hidroelétrica (houille blanche), e é aqui que acabou de ser construído o sincrotron mais potente do mundo, um monumental equipamento para pesquisas em ciências dos materiais. Depois de Paris, Grenoble é o pólo técnico-científico mais importante da França.

Aproveito a oportunidade de estar em Grenoble para fazer uma visita a Annecy, situada ao norte, nadireção da Suiça. Na verdade, mais próxima de Genebra do que de Grenoble. Já não sei mais quantas vezes visitei essa aprazível cidadezinha. Venho aqui só para perambular pelas suas ruelas e em volta do seu azulado lago. Em companhia de Luis e Carla, um casal de amigos paulistas, festejo meu aniversário neste 7 de outubro, mesmo dia em que os colonos da região comemoram o retour des alpages, uma festa que enche a cidade de visitantes para saborear a comida savoyard, comprar produtos artesanais e assistir às manifestações culturais (canto e dança) desse simpático povo.

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