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Archive for the ‘física’ Category

James, Rames, Djeimes: JamesRamesDjeimes140703Pub (03.07.2014)

A laureada família Curie: FamiliaCurie140725Pub (25.07.2014)

O paradoxo da esquerda: ParadoxoEsquerda140806Pub (06.08.2014)

Suassuna, Arena e Arina: SuassunaArenaArina140816Pub (16-17.08.2014)

As manias culinárias de Monet: Monet140829Pub (29.08.2014)

A vitória do PT: VitoriaPT141029Pub (29.10.2014)

A sexagenária Feira do Livro de Porto Alegre: FeiraLivroPoA141124Pub (24.11.2014)

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O Professor Emérito e os 40 anos do Departamento de Física da UFRN: liacirProfEmerito111215Pub (15.12.2011)

A mulher que calcula: MulherQueCalcula120310Pub (10-11.03.2012)

A memória volátil da nossa civilização: civilizaMemoVolatil120725Pub (25.07.2012)

Em busca da geração perdida, achei Kiki de Montparnasse: kik120512Pub (12-13.05.2012)

Como contornar as dificuldades da reforma do ensino médio?: ReformaEnsinoMedio120825Pub (25-26.08.2012)

Há um século, Niels Bohr elaborava seu model atômico: Bohr_JH_120908 (8-9.09.2012)

O controvertido Nobel de Física de 1912: nobel1912_121008Pub (08.10.2012)

O equívoco de Einstein e o Nobel de 2012: einsteinNobel2012_121117Pub (17-18.11.2012)

A prancheta de Maeterlinck: Maeterlinck121220Pub (20.12.2012)

 

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O conhecimento, qualquer que seja sua natureza, avança pelo divulgação de idéias inéditas. Isso não é apenas importante do ponto de vista comercial (patentes). Tem grande efeito psicológico sobre aqueles que produzem conhecimento. Isso também é válido para quem divulga. Os jornalistas têm até uma expressão própria: “furo”. Geralmente um trabalho científico que não apresente uma boa componente inédita é rejeitado pelas boas revistas científicas.

Na divulgação científica não há esse rigor quanto ao ineditismo da informação. Por exemplo, quando o Grande Colisor de Hádrons estava para ser inaugurado, jornais do mundo inteiro publicaram reportagens e artigos similares. Se o ineditismo não é uma exigência prioritária quanto ao tema, na minha opinião deve ser quanto à abordagem. Nos meus textos de divulgação científica faço um grande esforço para apresentar algo de um modo inédito.  Além disso, acredito que os divulgadores da ciência também tenham uma certa satisfação quando identificam algo interessante e que esteja pouco divulgado.

Fiquei muito contente quando no mês passado escrevi minha coluna na Ciência Hoje Online sobre o grafeno, sem conhecimento de que o tema estava para ser tratado em artigo na versão impressa da CH de março. O artigo de Adalberto Fazzio, Antônio J. R. da Silva e Thiago B. Martins veio a público poucos dias depois da minha coluna. Nas palavras de um amigo: foi uma dessas coincidências cósmicas!

Agora aconteceu-me outra. Minha coluna de abril, publicada em 27 de março, é sobre o papel eletrônico. Os últimos artigos publicados pela Nature e Science, especificamente sobre o tema, datam de 2005. Agora, na edição de 1 de abril, a nature publicou este artigo The textbook of the future.

Não vou negar que dá uma certa alegria sair na frente da Nature!

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Este é o título da minha coluna de fevereiro na Ciência Hoje Online, onde apresento alguns fatos referentes à descoberta do grafeno, material que ameaça o silício no papel-chave da indústria eletrônica. Em função da limitação de espaço editorial na CH Online, algumas informações são apenas sugeridas na coluna, ou colocadas implicitamente. Mais detalhes sobre o assunto são apresentados em http://www.professorcarlos.com/.

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Este é o título de um episódio da série Histórias Extraordinárias, que a RBS TV exibirá em abril (sábados, 12h20min). Trata-se de um episódio baseado em uma história acontecida há aproximadamente 30 anos. Foi na cidade de Antonio Prado (RS), onde um homem (de nome Armindo) sobreviveu a quatro raios, em ocasiões e circunstâncias diferentes. Na época ele tinha 42 anos de idade. O episódio, com roteiro de Cristina Gomes, é dirigido por Boca Migotto.

Fui entrevistado para esclarecer dúvidas sobre as propriedades físicas dos relâmpagos. Antes da entrevista fui informado sobre os fatos apurados pela equipe de produção. O primeiro e mais sério evento ocorreu durante um temporal, quando o Sr. Armindo tentou manipular uma máquina de costura. Tomou um choque e ficou desacordado. Alguns acreditavam que tinha morrido. Alguém lembrou que deveriam enterrar boa parte do seu corpo para descarregar a carga acumulada durante o choque. Como a providência não deu resultado imediato, decidiram que deveriam tirar-lhe a roupa para melhorar o contato com a terra. O homem continuou inerte. Decidiram colocar algumas correntes metálicas nas proximidades do corpo. Finalmente o Sr. Armindo deu sinal de vida. Os outros eventos ocorreram ao ar livre e foram de menor intensidade. Apenas na quarta ocorrência o Sr. Armindo procurou ajuda médica.

O Sr. Armindo acredita que:

  • Depois do primeiro choque ele adquiriu a propriedade de atrair raios, e que esta teria cessado depois que foi medicado.
  • Santa Bárbara realmente protege contra os raios.
  • Cobrir espelhos evita a incidência de raios.

Relâmpagos e trovões assustam, maravilham e desafiam a inteligência humana há milênios. Das crenças dos antigos foram para a mitologia. Quase todas as civilizações têm um deus relacionado com os relâmpagos. A primeira abordagem científica deve-se a Benjamin Franklin, lá por volta dos anos 1750. Duzentos anos depois, por volta de 1960, Richard Feynman, Prêmio Nobel de Física, disse no segundo volume das suas extraordinárias Lições de Física, que pouco era sabido dos detalhes relacionados com os relâmpagos. Tanto tempo desafiando a nossa capacidade intelectual é uma boa medida da complexidade do fenômeno. 

Se entre a comunidade científica a questão da eletricidade atmosférica tem provocado muito debate, geralmente por causa das medidas inconclusivas, são inúmeros os mitos existentes entre a população leiga. A história do Sr. Armindo é um bom exemplo. Acredita-se que a pessoa fica com carga acumulada depois de ser atingido pelo raio. Em primeiro lugar, é necessário precisar a expressão “atingido pelo raio”. O raio pode atingir diretamente a pessoa. Talvez este seja um caso em que a sobrevivência é rara. É provável que a maioria das incidências seja secundária. Os casos do Sr. Armindo são desse tipo. E esses são provavelmente os casos mais frequentes, pois estima-se que menos de 30% das pessoas atingidas por relâmpagos chegam ao óbito.

Esse texto continuará, ou como diria o Anonymous Gourmet: Voltaremos!

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