Archive for the ‘fotógrafos’ Category
Vídeo com fotos de Einstein
Posted in cientistas, fotógrafos, música, prêmio nobel, tagged albert einstein, fotografias on dezembro 9, 2008| 4 Comments »
Domingo na feira
Posted in Crônicas, escritores, fotógrafos, história, literatura, tagged bienal do livro de sao paulo, carlos drummond de andrade, feira do livro de porto alegre, festa literaria internacional de parati, gilberto freyre, lambe-lambe, margs, mário quintana, memorial do rio grande do sul, santander cultural on novembro 10, 2008| 1 Comment »
| Claro que o título tem a ver com o Domingo no Parque, do Gilberto Gil, mas é um leve plágio por uma boa causa: meu diário deste domingo, 9/11/2008.
A entrada da feira pela rua Sete de Setembro começa por este magnífico prédio, conhecido como Santander Cultural. Como o Estado homenageado este ano é Pernambuco, nada mais natural do que a mostra Gilberto Freyre. |
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Muitas coisas me impressionam na Feira do Livro de Porto de Alegre, que visito desde 1976, sempre que estou na cidade.Em primeiro lugar, a constância, que virou tradição. A feira sempre foi organizada na Praça da Alfândega, e sempre no mesmo período, isto é, entre a última sexta-feira de outubro e o segundo domingo de novembro. E ao que me consta é a feira com maior longevidade no país. Nasceu antes da Bienal do Livro de São Paulo, e muito antes da Festa Literária Internacional de Parati.
| Basta observar que os principais veículos de comunicação transferem boa parte de sua programação para a praça, e praticamente todas as editoras universitárias se fazem presentes. | ![]() |
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Em frente às estátuas de Mário Quintana e Carlos Drummond de Andrade, o último lambe-lambe de Porto Alegre faz suas fotografias.
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Dedé Queiroz e Duarte
Posted in areia branca, Crônicas, fotógrafos, história, tagged anos sessenta, antonio do vale, areia branca, dedé queiroz, duarte, tirol on novembro 8, 2008| Leave a Comment »
Foi em algum dia do do final dos anos 1950 e início dos 60. Além dos personagens-título, podiam estar presentes: Antonio José, os irmãos Lúcio (Mete e Elsinho), este narrador e não sei quem mais. Lutávamos algo que conhecíamos como jiu-jitsu. Provavelmente nem sabíamos escrever esta palavra. O golpe fatal era o balão. Deitado de costas, colocávamos os pés na barriga do adversário e o impulsionávmos para trás. Normalmente ele dava uma cambalhota antes de se estatelar no chão.
Este narrador pagou o maior mico quando tentou aplicar o golpe no grandão e pesadão Dedé Queiroz. O pé foi colocado na barriga, no local certo, mas cadê força para a impulsão? O gordinho caiu por cima do intrépido lutador.
Depois de muitas lutas, todos pingando suor, nada melhor do que um banho de bica, com água doce da sisterna, que seria liberada através de uma simples torneira. Alguém tentou desatarraxar a torneira. Não conseguiu. Outros também não tiveram sucesso. Daí o mais provável candidato ao sucesso, o grandão e fortão Dedé Queiroz. Argh, também não conseguiu. Foi quando Duarte, o pequeninho e magrinho disse:
– Deixa que eu abro. E abriu, para desespero de Dedé, o fortão!
No escurinho do cinema
Posted in areia branca, cinemas, fotógrafos on maio 2, 2008| Leave a Comment »
Ano II, n. 3, 1998
Fotos de Antônio do Vale
Aproveitando a deixa do artigo assinado pelo Rodrigues, quero dizer que tenho diversas e belas recordações do Cine Miramar e do Cine São Raimundo, principalmente porque, fazendo minhas as palavras da titia roqueira Rita Lee, “ No escurinho do cinema / chupando drops de anis / longe de qualquer problema / perto de um final feliz ”, era como nos sentíamos naqueles anos
sessenta. Não lembro qual o primeiro filme que assisti. Certamente foi numa vesperal do Cine São Raimundo, pois em meados dos anos cinqüenta este era o único cinema em Areia Branca. O Cine Cel. Fausto, como cinema, é uma imagem difusa na minha mente. Não lembro de ter aí assistido filme. Lembro do prédio ainda inteiro, e com o passar dos anos acompanhei seu progressivo desmoronamento. No canto direito da foto à esquerda, um dos últimos registros do Cel. Fausto, pra variar, foto de Antônio do Vale.
Com a completa transformação do prédio do Cine São Raimundo, o Cine Miramar é o que resta de registro arquitetônico da sétima arte em Areia Branca. Na foto à esquerda, Antônio do Vale pretendia registrar uma enchente nos anos sessenta, mas captou, ao fundo (à direita) o antigo prédio do Cine São Raimundo.
Ao que me lembro, esses foram os únicos cinemas de Areia Branca. A propósito, quem lembra o primeiro filme projetado no Cine Miramar? Tenho a impressão que foi “Folhas Secas”. Terá sido isso mesmo? O Celso Luiz, que tem memória de elefante, bem que poderia tirar essa dúvida.
Logo após a inauguração do Cine Miramar (prédio de 2 andares), um colega nosso conseguiu roubar uma chave que abria a porta dos fundos, que ficava no beco da Galinha Morta (ah! Que memória horrorosa! Tenho dúvidas se estou falando do beco correto. Ocorreu-me que o beco da Galinha Morta poderia ser aquele que desembocava na “rua da Saudade”, em cuja esquina ficava a oficina de Reinério -saudades de Wellington!). Enfim, correto ou não o apelido do beco, o fato é que entrávamos com a maior tranqüilidade e assistíamos filmes e mais filmes gratuitamente. Não lembro exatamente como essa história terminou, mas sei bem que perdemos a chave. Creio que Clécio lembra disso. Perguntarei depois.
Outro dia acompanhei um debate num programa de rádio aqui em Porto Alegre , sobre o “escurinho do cinema”. Descobri que, tantos anos passados, tecnologia virtual, DVD, vídeo laser, liberdade sexual, camisinha (e uso de), nada disso foi capaz de acabar com a mística do namoro no cinema. Neste particular, o mezanino do Cine São Raimundo era imbatível. Todos sabíamos, para se ver um filme bem acompanhado no Cine São Raimundo, teríamos que sentar lá em cima, de preferência na última fila de cadeiras, ao lado do box onde ficava a câmara de projeção. Tinha-se que chegar bem cedo, para sentar na última cadeira do mezanino.
A propósito, lembro de uma história bem interessante. Lá pelos anos 60, dois amigos namoravam duas amigas. Costumavam ir juntos ao cinema. As meninas, muito assanhadas, insinuavam as possibilidades de carícias mais apimentadas. Chicletes rolavam de uma para outra boca, atingindo o clímax num incomensurável prazer. Aparentemente, o mais jovem dos meninos não tinha conhecimento dessa prática, corriqueira entre os mais velhos. Na saída do cinema o mais velho perguntou ao mais jovem:
– Sua namorada lhe deu um confeito?
– Deu, respondeu o mais jovem.
– O que você fez com ele?, perguntou o mais velho.
– Comi , respondeu o mais jovem, com a candura de um amante neófito.



























