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Archive for the ‘História da Ciência’ Category

É este o título da minha coluna de junho na Ciência Hoje Online. Veja o primeiro e os dois últimos parágrafos.

No limiar do século 20, os cientistas já estavam convencidos da existência dos átomos, mas sabiam muito pouco sobre a sua constituição. Um nome foi crucial para o entendimento dessa questão: o neozelandês Ernest Rutherford (1871-1937). Ele propôs a existência do núcleo atômico e forneceu ao mundo um novo modelo do átomo, essencial para explicar a radioatividade. Ao lado do francês Henri Becquerel (1852-1908) e da franco-polonesa Marie Curie (1867-1934), ele é reconhecido como um dos ícones do estudo desse fenômeno.

Rutherford seguiu sua trilha, perscrutando o núcleo atômico. Em 1919, produziu a primeira desintegração artificial, bombardeando átomos de nitrogênio com a sua ferramenta predileta – partículas alfa. Nesse experimento, ele descobriu o próton e levantou a hipótese da existência de outra partícula neutra, com massa semelhante à do próton: o nêutron, descoberto 13 anos mais tarde por seu colaborador Chadwick.

Do nêutron até a fissão nuclear foi um salto, embora Rutherford, falecido às vésperas da Segunda Guerra, não tenha sobrevivido para assistir aos usos bélicos e pacíficos da energia atômica. Mas essa história é longa e interessante demais para ficar espremida neste fim de coluna: voltamos ao tema no próximo mês.

Veja o texto completo em http://cienciahoje.uol.com.br/122576.
Se desejar ser alertado por email, cada vez que a coluna for atualizada (mensalmente), envie mensagem para cas.professor@gmail.com, ou manifeste-se na ferramenta comentário.

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Este é o título da minha coluna de maio na Ciência Hoje Online, disponível em http://cienciahoje.uol.com.br/120379 . Veja o parágrafo inicial e a conclusão da coluna.

Na coluna de março, falei sobre o uso de relógios atômicos no sistema de posicionamento global (GPS, na sigla em inglês). Concluí a coluna dizendo que, sem o relógio atômico, esse sistema seria inviável. Mas o que seria do GPS sem a relatividade? Por causa das correções resultantes das teorias da relatividade restrita e geral, a precisão do sistema encontra-se entre 5 e 10 metros. Se essas correções não fossem aplicadas, o erro de localização seria superior a 11 quilômetros por dia! Vejamos em detalhes como é essa história.

Para concluir, vale mencionar uma aplicação bastante engenhosa elaborada pelo Inpe em colaboração com as Universidades de Washington e de Utah, ambas nos EUA. Trata-se de um estudo sobre relâmpagos em São Paulo (clique aqui para saber mais sobre o assunto). Graças à utilização de um receptor GPS, medidas de campo elétrico com alta resolução temporal sugerem que esses campos podem ser muito maiores durante fortes tempestades do que se previa anteriormente.

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Este é o título da minha coluna de abril, disponível em http://cienciahoje.uol.com.br/118238

Veja o início e o final da coluna:

Consta nos arquivos da Universidade de Würzburg, na Alemanha, que a radiografia ao lado foi obtida no dia 23 de janeiro de 1896 pelo físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen (1845-1923), a quem se deve a descoberta dos raios-X. Ao que se sabe, essa radiografia – da mão do professor de anatomia Alfred von Koelliker – foi a segunda e última obtida por Roentgen com partes do corpo humano. A primeira representa a mão da sua mulher, em 22 de dezembro de 1895.

De Roentgen a Hounsfield, a centenária história dos raios-X tem mostrado um padrão característico. Como num processo dicotômico, as descobertas inicialmente fascinam pelo inusitado e pelas possibilidades de aplicações médicas e tecnológicas, para no momento seguinte causarem inquietação pelos efeitos danosos. Entretanto, sempre que emerge a inquietação, a humanidade busca um compromisso no qual os benefícios sejam potencializados e os riscos, minimizados. O recente alerta de Brenner e Hall faz parte desse processo, como também fazem parte enaltecedoras observações registradas na literatura. Não há como deixar de se impressionar com a qualidade das imagens obtidas com a tomografia computadorizada. Se assim não fosse, como explicar o interesse recente pelo tratamento artístico dessas imagens?

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Artigo publicado no jornal Zero Hora, um dia após a morte de César Lattes.

Veja o artigo completo em http://www.if.ufrgs.br/~cas/lattes_zh.htm

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Este é o título da minha coluna de abril, disponível em http://cienciahoje.uol.com.br/118238

Veja o início e o final da coluna:

Consta nos arquivos da Universidade de Würzburg, na Alemanha, que a radiografia ao lado foi obtida no dia 23 de janeiro de 1896 pelo físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen (1845-1923), a quem se deve a descoberta dos raios-X. Ao que se sabe, essa radiografia – da mão do professor de anatomia Alfred von Koelliker – foi a segunda e última obtida por Roentgen com partes do corpo humano. A primeira representa a mão da sua mulher, em 22 de dezembro de 1895.

De Roentgen a Hounsfield, a centenária história dos raios-X tem mostrado um padrão característico. Como num processo dicotômico, as descobertas inicialmente fascinam pelo inusitado e pelas possibilidades de aplicações médicas e tecnológicas, para no momento seguinte causarem inquietação pelos efeitos danosos. Entretanto, sempre que emerge a inquietação, a humanidade busca um compromisso no qual os benefícios sejam potencializados e os riscos, minimizados. O recente alerta de Brenner e Hall faz parte desse processo, como também fazem parte enaltecedoras observações registradas na literatura. Não há como deixar de se impressionar com a qualidade das imagens obtidas com a tomografia computadorizada. Se assim não fosse, como explicar o interesse recente pelo tratamento artístico dessas imagens?

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