Archive for the ‘Textos diversos’ Category
O tanino da uva tempranillo
Posted in Textos diversos on fevereiro 19, 2015| Leave a Comment »
Campanha ‘Amigo da Ciência’
Posted in Textos diversos on fevereiro 3, 2015| Leave a Comment »
Doe uma publicação do Instituto Ciência Hoje para uma escola e ajude a construir um futuro com mais conhecimento.
http://cienciahoje.uol.com.br/…/p…/campanha-amigo-da-ciencia.
A minha assinatura foi para a Escola Estadual Floriano Cavalcante – Capim Macio, Natal.
De pé no chão também se aprende a ler
Posted in Textos diversos on junho 21, 2014| Leave a Comment »
Em 1981, estudantes de PG e professores do Instituto de Física da UFRGS resolveram organizar um evento “modestamente” denominado Repensando o Brasil. O movimento ultrapassou os muros do IF e participaram estudantes de outras unidades e até mesmo estudantes do ensino médio, como Fernanda, a filha de Luiz Fernando Veríssimo, e sua turma. Para subsidiar os custos do evento, editamos e vendemos os Cadernos de Repensando o Brasil. No primeiro fascículo escrevi uma breve descrição da campanha De pé no chão também se aprende a ler. Conseguimos levar para Porto Alegre: Cristovam Buarque, Mário Schenberg, Moacir Gadotti, entre outros que não lembro mais. Lotamos o enorme e suntuoso auditório da Faculdade de Direito, com gente sedenta por discussão política de excelente nível. Quem quiser ler a íntegra do documento basta visitar http://www.slideshare.net/casifufrgs/de-pe-no-chao-tambem-se-aprende-a-ler.



Chico Buarque, 70 anos
Posted in Textos diversos on junho 19, 2014| Leave a Comment »
A CBN está solicitando que âncoras e comentaristas de seus programas escolham a música preferida de nosso bardo maior (http://cbn.globoradio.globo.com/series/chico,-70-anos-uma-homenagem-da-cbn/2014/06/16/500-CANCOES-EM-40-ALBUNS-QUAL-A-SUA-PREFERIDA.htm).
Não saberia fazer essa escolha, é como achar pérola escondida em aluvião cósmico.
Da namorada apaixonada ouvi
Vem, meu menino vadio / Vem, mas vem sem fantasia / Vem que eu te quero fraco / Vem que eu te quero tolo / Vem que eu te quero todo meu
À namorada que me deixou em frangalhos declarei
Trocando em miúdos, pode guardar / As sobras de tudo que chamam lar / As sobras de tudo que fomos nós / As marcas de amor nos nossos lençóis / Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago / Meu peito tão dilacerado
À mulher linda que vi uma noite
Quem é você, diga logo / Que eu quero saber o seu jogo / Que eu quero morrer no seu bloco / Que eu quero me arder no seu fogo
O inevitável desencontro fez Pierrot correr e não achar a Colombina
Fui porta-estandarte / Não sei mais dançar
Eu, modéstia à parte / Nasci para sambar / Eu sou tão menina / Meu tempo passou / Eu sou Colombina / Eu sou Pierrot
Dancei ao som da viva-voz de Chico, final dos anos 60 no ABC (Natal), ele nervoso, um cigarro atrás do outro, um copo de uísque esvaziado a todo momento, entoava
Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala / Você era a favorita onde eu era mestre-sala / Hoje a gente nem se fala, mas a festa continua / E cada qual no seu canto / Em cada canto uma dor / Depois da banda passar / Cantando coisas de amor
Anos 70, na PUC-RJ, o MPB-4 tocando alguma música de Chico (não lembro), e a multidão cantando a proibida Apesar de Você
Hoje você é quem manda / Falou tá falado não tem discussão / Apesar de você amanhã há de ser outro dia / Água nova brotando / E a gente se amando / Sem parar.
A respeito de licenciatura interdisciplinar
Posted in Textos diversos on maio 8, 2014| Leave a Comment »
Comentário feito por Krishnamurti Andrade no Facebook do Mestrado Profissional de Ensino de Física da UFRJ:
“Torno a perguntar, a SBF se opõe a essa ideia bizarra do MEC mas há físicos aparentemente apoiando o “Currículo interdisciplinar para licenciatura em ciências da natureza” como no link que coloquei acima.
Ué, esse “superprofessor” que se formará nesses cursos não é exatamente o operário que o mec está querendo?”
O posicionamento da SBF mencionado no comentário encontra-se neste link.
Os posicionamentos em relação ao projeto do MEC para mudança nos currículos do ensino médio ultrapassam os limites de uma discussão pedagógica, ao passo que a proposta de um currículo interdisciplinar para licenciatura em ciências da natureza que apresentei no referido artigo limitam-se a aspectos pedagógicos.
Conheço inúmeros fatos para justificar abordagem pedagógica interdisciplinar no ensino de ciências da natureza. Citarei alguns.
1) Uma professora de biologia da USP relatou que uma aluna perguntou se o carbono que eles estavam estudando era o mesmo carbono que ela conheceu na disciplina de química.
2) Ao perguntar a um professor de física como se dava o início do processo da fotossíntese, uma aluna de biologia ouviu a resposta: não sei, sou físico e não biólogo. A fotossíntese começa com um efeito fotoelétrico, e não há nada mais apreciado pelos físicos do que o assunto que deu o Nobel a Albert Einstein.
3) Acabei de fazer um levantamento na Web of Science (WoS), com a palavra-chave biology. Entre os 10 artigos mais citados, encontram-se as seguintes palavras-chaves: molecular modeling, molecular dynamics visualization, proteins, software, langmuir-blodgett films, nonlinear optical response, enhanced raman scattering, single-crystal surfaces. Existe algo mais interdisciplinar do que isso? Nossos bacharéis e licenciados de biologia, física e química estão sendo preparados para esse perfil de pesquisa científica?
4) Examinando as ementas (súmulas) dos bacharelados e licenciaturas de biologia, física e química de várias universidades brasileiras, tem-se a impressão que existe uma termodinâmica diferente para cada área. E pesquisadores de biologia molecular têm que dominar a termodinâmica tanto quanto físicos.
O currículo interdisciplinar que propomos é para formar professores de ciências para o ensino fundamental e de biologia, de física e de química para o ensino médio. Não estamos propondo um professor de ciências para o ensino médio. Agora, o que se pretende é não formar professores de física que pensem que a fotossíntese é um problema exclusivo da biologia, professores de biologia que desconheçam as leis básicas da termodinâmica e da eletrodinâmica que explicam fenômenos de dinâmica molecular.

