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Archive for the ‘Textos diversos’ Category

Em 2 de abril de 2009, publiquei o texto “Grafeno, papel eletrônico e ineditismo em divulgação científica” (http://www.professorcarlos.com/2009/04/grafeno-papel-eletronico-e-ineditismo.html e https://professorcas.wordpress.com/2009/04/02/grafeno-papel-eletronico-e-ineditismo-em-divulgacao-cientifica/), no qual escrevi:

1. O conhecimento, qualquer que seja sua natureza, avança pela divulgação de idéias inéditas. Isso não é apenas importante do ponto de vista comercial (patentes). Tem grande efeito psicológico sobre aqueles que produzem conhecimento. Isso também é válido para quem divulga. Os jornalistas têm até uma expressão própria: “furo”. Geralmente um trabalho científico que não apresente uma boa componente inédita é rejeitado pelas boas revistas científicas.

2. Na divulgação científica não há esse rigor quanto ao ineditismo da informação. Por exemplo, quando o Grande Colisor de Hádrons estava para ser inaugurado, jornais do mundo inteiro publicaram reportagens e artigos similares. Se o ineditismo não é uma exigência prioritária quanto ao tema, na minha opinião deve ser quanto à abordagem. Nos meus textos de divulgação científica faço um grande esforço para apresentar algo de um modo inédito.  Além disso, acredito que os divulgadores da ciência também tenham certa satisfação quando identificam algo interessante e que esteja pouco divulgado.

O texto de 2/4/2009 foi motivado pela minha coluna da Ciência Hoje Online, publicada em 27/3/2009, sobre o papel eletrônico, e pelo artigo da Nature sobre o mesmo assunto, publicado em 1/4/2009, um tema que a Nature e a Science não abordavam desde 2005. Portanto, considero que me antecipei à famosa revista britânica.

O escopo da coluna “do laboratório para a fábrica” possibilita esses eventos antecipatórios. Em fevereiro de 2009 li, na Science Watch, uma entrevista de Konstantin Novoselov sobre o grafeno. Uma rápida busca na web of science me convenceu que se tratava de um tema interessante e o transformei em objeto da minha coluna daquele mês. Com o título “Uma história de sorte e sagacidade”, descrevi como o material foi descoberto por Andre Geim, Konstanti Novoselov e colaboradores, e discuti algumas das suas proporiedades. As pesquisas tecnológicas em torno desse material me motivaram a escrever a coluna de junho deste ano sobre as “Promessas tecnológicas do grafeno”.

Qual não foi minha surpresa e alegria quando, no último dia 5 recebi de um amigo a seguinte mensagem: “Caro Carlos, Pois é, o grafeno foi premiado com o Nobel. O senhor tem boa sensibilidade para escolher os assuntos de sua coluna … Um abraço,”.

Me toma o sentimento de satisfação em proporcionar aos leitores da coluna esse tipo de informação antecipada.

Outras matérias sobre o grafeno e o Prêmio Nobel:
http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/premio-nobel-2010/grafeno-agraciado/?searchterm=grafeno

http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-2009/257/pdf_fechado/grafenos257.pdf/view

http://nobelprize.org/nobel_prizes/physics/laureates/2010/

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Este é o título da minha coluna deste mês de janeiro, na Ciência Hoje Online. Como habitualmente faço, coloco no blog http://www.professorcarlos.com/ informações complementares, as quais não puderam ser colocadas na coluna por uma questão de espaço editorial. O objeto ignorado, mencionado no título, é o memristor, que juntamente com o resistor, o capacitor e o indutor vai formar o grupo dos elementos passivos da eletrônica.

memristor_williams_stewart

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os-nonatos-734660Veja esse repente maravilhoso, dos Nonatos. Como dizem meus irmãos nordestinos: pense em dois cabras atualizados!

O planeta movido a internet é escravo da tecnologia

 

Sítio dos Nonatos.

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Estou cheio de coisas para fazer, sem tempo para escrever no blog, mas não resisti. Acabei de ler a coluna que o gajo aí do título escreveu para a Info Exame de dezembro. Título do artigo: AEUTEM1CPI. Sub-título: Não uso siglas. Faço questão de usar o português correto no PC.

Puxa vida, até que enfim encontrei uma pessoa com espaço na boa mídia, indignada com o besterol do aki, aieee, blz. Isso tem muito a ver com outra praga, o estrangeirismo, contra o que já escrevi aqui:

https://professorcas.wordpress.com/2008/06/19/celi-ou-coeli-zanetti-ou-zanetti-uma-questao-de-submissao-cultural/

https://professorcas.wordpress.com/2008/11/08/ta-tudo-dominado/

Quem quiser ler o Dagomir, é só visitar seu blog: http://dagomir.blogspot.com/

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O título vai assim mesmo, cacofonia fanqueira da braba. É o espirito da coisa. É sempre assim, a geração da meia-idade se horrorizando com as imbecilidades da geração dos seus filhos e netos. É verdade que as coisas vão evoluindo. Aparece uma apple, um google, a nanotecnologia. E a coisa vai. Isso dá uma enciclopédia, só de resmungos. Não sei, fico confuso, mas que a coisa tá feia, lá isso tá.

Jogos escolares ou estudantis, existem por aí há décadas. Em Natal ainda este ano teve a 38a. edição dos JERNs (Jogos Escolares do Rio Grande do Norte). Aqui em Porto Alegre a Secretaria Municipal de Educação patrocina os Jogos Abertos de Porto Alegre, e assim existem dezenas de exemplos.

Pois não é que uma divindade divina baixou na cabeça do pessoal do Kzuka, um suplemento juvenil do jornal Zero Hora, e eles criaram os School Games? Olha que coisa mais criativa, que nome genial, uma prova da inteligência desse pessoal.

A propósito, folheando a edição de ontem, 7/11/2008, me deparei com as seguintes pérolas (banais nos dias de hoje).

Na coluna BOA DO FÍNDI:

  • Paradise na Praia das GarçasAgora, me respondam o que diabo é um evento chamado PARADISE, ou seria PARADAISE? Não vai demorar muito, a mocinha do balcão vai perguntar: Onde fica sua home? E você vai ficar em dúvida se ela se refere ao local da sua página na internet, ou ao endereço da sua casa. Ou então, no hotel o gerente pergunta: Gostou do nosso breakfast? Yeah! Responde animado o imbecil com o boné da Nike.
  • Festa Halloween no Ginásio Poliplay. Essa idiotice já é clássica

Na coluna POR AÍ:

  • No seu novo single, ela afirma gostar de meninos e meninas. Trata-se de uma nota sobre Preta Gil. Queria saber o que é SINGLE, nesse contexto. E como se pronuncia, SINGLI, SINGOUL OU SINGUEL? Pergunto isso porque me doem os ouvidos quando ouço alguém falar PUDEL para se referir àquele simpático cachorrinho de madame. E são pouquíssimas as pessoas na rua que falam algo parecido com PUDOUL. E la nave va!

Tenho uma teoria conspiratória.

Existem as boas cabeças, que são imunes a tudo que é imbecilidade, incluindo aí nosso sistema escolar. Esses corpinhos que carregam as boas cabeças vão fazer o que fazem (apple, microsoft, google, teoria da relatividade, etc.) qualquer que seja o professor obtuso que encontre pela frente, e vão dominar a geração idiotizada por essas modernidades. Então, essa geléia geral é muito conveniente para eles. E eles tão lá no meio, incentivando a plebe rude (não a banda, apenas os rudes mesmo) a enfiarem a cara no lamaçal da ignorância.

Por via das dúvidas, me dá um prosac, serve também um lexotan. Não tem? Então desliga o tubo!

Post Scriptum: Veja o que saiu em uma capa do Kzuka, De patinho feio à musa. Trata-se de uma matéria sobre a atriz Fernanda Souza, aquela lindinha que trabalha na Globo. 

Será que a nova regra ortográfica vai eliminar a crase? Será a salvação do pessoal do Kzuka.

Ah, ia esquecendo. Se você não tiver acesso ao livro do Paulo Rónai, Não perca o seu Latim, Nova Fronteira, no Google você encontra o significado desta expressão esnobe e fora de moda. Ou, para se igualar à imbecilidade de hoje sendo o imbecil de ontem, post scriptum é uma expressão démodé.

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