Erros freqüentes na inserção de OA original em hipertextos
© 2007, C. A. dos Santos
Atualizado em 31/12/2007
Vamos fazer uma seqüência, passo a passo, da inserção de OA (escrito em flash) em um documento html.
Antes de entrar no assunto propriamente dito, chamo a atenção para o fato de que uma parcela superior a 10% dos iniciantes, apresenta dúvidas quanto à definição de OA. É claro que a literatura favorece essa confusão, razão pela qual o tema deve ser discutido o mais extensivamente possível. Entre as propriedades apresentadas anteriormente, repito aqui aquela que considero a mais importante:
Modularidade. Esta propriedade também é conhecida pelo termo granularidade, e é inspirada na idéia de grãos materiais. Quanto maior a granularidade, maior flexibilidade na reutilização e maior modularidade. Quanto mais um OA pode ser utilizado em diferentes contextos, maior é sua granularidade. Neste sentido, um hipertexto elaborado para um curso inteiro , é um OA com baixa granularidade. Por outro lado, uma simulação interativa para explorar os conceitos envolvidos com a segunda lei de Newton pode apresentar alta granularidade. Outro exemplo de OA com alta granularidade seria um vídeo relatando um fato histórico bem definido. Por exemplo um vídeo comentando a carta-testamento de Getúlio Vargas pode ser utilizado em diferentes tipos de curso de história do Brasil.
Eu gosto de usar uma definição mais restrita de OA, i.e., OA não é qualquer coisa digital, é algo que possua grande modularidade / usabilidade e seja tanto quanto possível independente de contexto pedagógico. Modularidade / usabilidade / independência de contexto pedagógico formam um tripé recorrente.
Neste sentido, um portal de informações educacionais, como o da SEED/MEC não pode ser enquadrado na categoria de OA. A wikipedia pode ser considerada um repositório de OA, na medida que os seus verbetes podem ser considerados como OA. Mas alguns consideram, na minha opinião equivocadamente, a wikipedia como um OA.
Agora, indo direto ao ponto, o OA escolhido para esta demonstração pertence ao repositório da rived: http://www.rived.mec.gov.br/site_objeto_lis.php. Um OA de interesse geral, foi o primeiro critério que utilizei para a escolha. Considerei que o tema história satisfaz esta condição. Fiz a busca na Rived, e intuitivamente selecionei o Era Feudal. Isto é, fiz a seleção sem avaliar a qualidade do OA. Depois verifiquei que o OA Era Feudal apresenta alguns problemas de gestão do espaço virtual, muito comuns atualmente. Assim, ele também vai servir para discutirmos esses problemas.
Na Rived o OA está disponível para diferentes tipos de acesso, conforme figura abaixo.

Os botões na parte de baixo têm títulos sugestivos: Guia do Professor / Download / Visualizar / Detalhar / Comentar. Dessas ferramentas, interessam apenas, neste momento, o Download (Que horror! Por que não escrever baixar, ou arquivos, ou baixar arquivos, ou transferir arquivos, ou copiar arquivos?) e o Visualizar. Como os nomes sugerem, o download serve para transferir os arquivos do repositório para a nossa máquina, enquanto o visualizar ativa o OA a partir do servidor da Rived. No material a seguir vou fazer referência a essa figura.
Embora não seja objetivo deste curso discutir o Flash, é interessante temos em mente alguns conceitos desse programa. Em primeiro lugar, existem três tipos básicos de arquivos do Flash:
- Arquivos com extensão FLA – original passível de edição.
- Arquivos com extensão SWF – para rodar sob o comando de um navegador. Não pode ser editado, mas pode ser colocado em qualquer documento html.
- Arquivos com extensão HTML (ou HTM) – Pode ser colocado em documento html, mas não roda dentro do documento. Isto é, pode ser colocado apenas como um link.
Portanto, para inserir um OA em um documento html, i.e., que rode dentro do documento, é necessário ter o arquivo SWF. Se apenas o arquivo FLA estiver disponível, é necessário ter o programa FLASH para criar o arquivo swf.
Um bom repositório de OA, dentro da concepção de acesso livre, é aquele que disponibiliza pelo menos o arquivo FLA. Claro, já que disponibiliza o FLA, então coloca também o SWF. Assim, podemos fazer nossas adaptações. Por exemplo, o jogo dos beatles que usei, foi parcialmente traduzido. Eu só pude fazer isso porque o repositório disponibiliza o FLA.
Dentro dessa concepção, o pior repositório é aquele que disponibiliza o arquivo HTML, mas esconde o SWF.
Para inserir um OA no NVU, você tem que escrever, no modo source, os comandos abaixo
| <object classid=”clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000″codebase=”http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs /flash/swflash.cab” height=”400” width=”500“><param name=”movie” value=”nome_do_arquivo.swf“><param name=”quality” value=”high”><embed src=”nome_do_arquivo.swf” quality=”high” pluginspage=”http://www.macromedia.com/go/getflashplayer” type=”application/x-shockwave-flash” height=”400” width=”500“> </object> |
Veja que o script contém o nome do arquivo com extensão SWF. Os parâmetros height e width dependem da formatação da sua página. Coloquei 500 para a largura, porque a largura desta célula aqui é 540 px.
Antes de apresentarmos o exemplo passo a passo, vejamos alguns erros cometidos pelos iniciantes:
- Erro sutil. Func bn iona, mas tem problema!
- Endereço do arquivo swf aponta para a máquina do autor do arquivo html.
- Endereço do arquivo swf aponta para o servidor do repositório.
- Endereço de arquivo swf completamente errado, apontando para o servidor do repositório.
- Endereço do swf está correto, mas o arquivo não está na pasta.
Veja também:
Inserção de um OA no formato original – Parte 1
Introdução | Conceituação | Rived | Repositórios | Inserção em hipertexto | Bibliografia


Deixe um comentário