Em 1990 preparei multicamadas magnéticas de níquel e prata, em colaboração com Bernard Rodmacq, no Centre d’Etudes Nucléaires de Grenoble. Entre os resultados, um deles foi considerado anômalo e inconsistente com as leis da termodinâmica. Refiro-me à histerese invertida, que já havia sido considerada por outros autores, sem qualquer teoria convincente, nem resultados experimentais inquestionáveis. Alguns autores atribuíram os resultados a artefatos experimentais. Pela quantidade de experimentos que fizemos (Rodmacq e eu), sempre estivemos convencidos de que aquilo era algo real, embora não soubéssemos explicar com profundidade.
Em 1995 publicamos esta letter na Journal of Magnetism and Magnetic Materials.
Alguns ciclos de histerese são apresentados abaixo
Na época, ao nosso conhecimento, apenas um grupo de pesquisadores havia relatado resultados similares, com multicamadas de óxidos de cobalto e cobre e óxidos de cobalto e alumínio, e um esboço de teoria havia sido publicado por Aharoni.
Depois de 1995, Rodmacq e eu passamos a trabalhar com outros temas, e a histerese invertida foi se arrastando na literatura, incluindo o relato de colegas do IF-UFRGS. O número de publicações e citações na base de dados Web of Science são apresentados abaixo. Como se vê, a média anual de artigos publicados é inferior a 13, muito pouco para um tema polêmico, mas o crescimento do número de citações anuais é bem significativo.
Para minha alegria, acabo de ser informado da publicação, no último dia 3, na revista Scientific Reports, do grupo Nature, do artigo




