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Posts Tagged ‘Inovação Tecnológica’

Este é o título da minha coluna de dezembro na Ciência Hoje Online. É sobre as partículas Janus, que funcionam como um surfactante. Vem despertando enorme interesse nos últimos anos, mas seus fundamentos experimentais foram descobertos entre 1903 (Walter Ramsden) e 1907 (Spencer Umfreville Pickering), e seus fundamentos teóricos foram apresentados em um artigo que Pieranski publicou em 1980. Visite  http://www.professorcarlos.com/ e veja belas imagens de partículas Janus e outras partículas utilizadas em emulsões Pickering.

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Como faço habitualmente ao acordar, neste domingo tava zapeando entre as 5 estações de rádio que costumo ouvir aqui em Porto Alegre, quando dei de cara com um programa interessante na CBN, conduzido pelo Heródoto Barbeiro. Infelizmente peguei o bonde andando, e tive que saltar antes do fim da linha. Felizmente eles disponibilizam o áudio, em duas partes:

No meio da segunda parte, o Heródoto fez uma pergunta bastante pertinente e importante: como é que as pessoas podem selecionar as informações adequadas, entre as milhares disponíveis na internet?

Embora tivesse a companhia de três especialistas no assunto, na minha opinião eles tangenciaram a questão. Um dos participantes mencionou a possibilidade de assinatura de feeds de blogs e portais importantes. Mas o problema proposto por Heródoto exige uma providência anterior à assinatura do feed, ou mesmo inscrição em malas diretas, hoje uma ferramenta disponível, por exemplo, no Zookoda e no FeedBlitz, que considero bem melhor do que o primeiro.

Antes de assinar feed, você deve identificar o endereço para fazer a assinatura. Essa é a questão: como localizar o endereço nesse cipoal digital? A figura abaixo ilustra o processo.

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Tudo começa como sempre, desde o primeiro Heródoto, o pai da História. Alguém produz o conteúdo e o coloca em algum lugar. Em papiros, fichas, livros e revistas, arquivos html em algum servidor conectado na internet. O problema é achar esse conteúdo, disseminado no espaço virtual da internet, que atenda nossa necessidade. Antes de 1998, existiam os diretórios, Yahoo, AltaVista, HotBot, e outros. Cada produtor de conteúdo registrava seu material. O diretório tinha um sistema de indexação que era orientado pelo próprio produtor, que informava em que área do conhecimento seu material devia ser classificado.

O pobre do usuário tinha que ficar circulando entre os diretórios, e depois dentro de cada diretório para achar os materiais que lhe interessava. Uma coisa chata e ineficiente. Foi quando o pessoal do Google inventou a tecnologia das ferramentas de busca. Seus robôs digitais ficam por aí, circulando em tudo que é servidor, verificando as informações e colocando-as em um index. Depois, por intermédio de palavras-chaves ou sentenças de busca, o usuário pode recuperar essas informações. O problema é que esse processo de indexação é muito complexo.

Embora estejam no bom caminho, o pessoal do pessoal do Google ainda está longe de obter pleno sucesso na análise textual que produza uma indexação perfeita. Há mais de cinco, fiz uma busca no Google sobre física nuclear. Uma das primeiras páginas era de uma turma de um colégio em João Pessoa. Você acha confiável um conteúdo sobre física nuclear preparado por uma turma de colegiais? De lá para cá, o Google melhorou muito, mas ainda hoje o sistema recupera conteúdo duvidoso. Por exemplo, repetindo a pesquisa com a sentença “física nuclear”, com aspas para aumentar a restrição, encontramos endereços de estudantes na frente de endereços de conceituados institutos e departamentos de física, como da USP, da UFSM, da UFRGS, entre outros.

Claro que parte dessa dificuldade deve-se à inabilidade dos produtores de conteúdo formatarem seus materiais de modo a facilitar o trabalho dos robôs digitais, mas também temos que considerar a inabilidade das ferramentas de busca para a realização de uma análise textual apropriada.

Depois de todo esse lero-lero, a questão do Heródoto continua sem resposta. É, não é fácil respondê-la. Teremos que cair nas mãos das fontes confiáveis, das autoridades no assunto.

riso_frouxoPor exemplo, se você deseja informações sobre a ciência que está por trás das inovações tecnológicas, tem que colocar o Blog do Prof. Carlos entre seus favoritos.

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Com as notícias diárias sobre queda de venda, fechamento de fábricas de alta tecnologia e coisas do gênero, você já imaginou se sair uma notícia do tipo: o Google vai fechar? Tem gente, como eu, que tem tudo que é digital pendurado nos servidores do Google. Me dá um prosac, rápido!

Veja aí, algumas notícias do New York Times:

Sun Microsystems Reports $1.7 Billion Loss and Falling Sales

Electronic Arts Lowers Forecast and Cuts Its Work Force

Motorola to Cut Jobs and Delay Spinoff

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Na minha coluna deste mês, na Ciência Hoje Online, trato dos materiais ferroelétricos e sua utilização na fabricação de memórias não voláteis. O assunto foi veiculado em inúmeros jornais (veja, por exemplo: Jornal da Ciência, Folha Online, G1 da Globo.com), mas o processo tecnológico foi deixado meio de lado. A Fábrica de São Carlos vai integrar memórias ferroelétricas em pastilhas de Si com a lógica pronta. Isto é, a parte de semicondutores será realizada por uma indústria do exterior, mas o valor agregado ao produto final é mais de 10 vezes maior na fábrica de São Carlos do que na indústria que vai fornecer as pastilhas de Si. Uma pastilha de 8 polegadas, com toda a estrutura semicondutora montada nos circuitos integrados, custa aproximadamente 700 dólares. Com a memória ferroelétrica ela passará a custar 10 mil dólares!

Na minha coluna eu mostro como o pessoal da Symetrix dominou este processo tecnológico.

Sob a perspectiva histórica, escrever esta coluna me deu uma enorme alegria. A Symetrix, uma empresa americana, localizada em Colorado Springs, foi fundada por este jovem senhor ao lado, Carlos A. Paz de Araújo. Êpa, não é brasileiro? Sim, brasileiro e natalense, que aos 17 anos foi participar de um programa de intercâmbio cultural nos EUA e por lá ficou. Fomos contemporâneos em Natal, morávamos em ruas próximas, mas não fazíamos parte da mesma turma. De modo que o conhecia de longe. Mas isso não importa. Importa o que ele fez nos EUA.  

Cursou engenharia, entrou para o quadro de professores de engenharia elétrica e computacional da Universidade do Colorado, e transformou-se num dos mais importantes cientistas na área de materiais ferroelétricos. Isso não é força de expressão ou ufanismo barato. Quer ver?

Vamos começar por um tipo de reconhecimento da comunidade científica. Visite este endereço do IEEE. Você vai ver que ele ganhou o prêmio Daniel E. Noble de 2006, concedido pelo Institute of Electrical and Electronics Engineers. Veja o que consta na página do prêmio:

The IEEE Daniel E. Noble Award was established by the IEEE Board of Directors in 2000 for outstanding contributions to emerging technologies recognized within recent years. It may be presented annually on the recommendation of the IEEE Technical Field Awards Council and the IEEE Awards Board.  It can be presented to an individual or team of up to three.

The award is named in honor of Dr. Daniel E. Noble, Executive Vice Chairman of the Board emeritus of Motorola. Dr. Noble is significantly known for the design and installation of the nation’s first statewide two-way radio communications system. The system was the first in the world to use FM technology.

Dr. Daniel E. Noble was an IEEE Life Fellow. He was awarded the IEEE Edison Medal in 1978; For leadership and innovation in meeting important public needs, especially in developing mobile communications and solid state electronics.

The IEEE Daniel E. Noble Award was previously named the Morris N. Liebmann Award, which was originally established by the Institute of Radio Engineers in 1919 and then assumed by the IEEE in 1963 when the two organizations merged.

In the evaluation process, the following criteria are considered: emerging technologies recently discovered, invented or recognized technology importance, impact, originality, breadth, significance, and the quality of the nomination.

The award consists of a bronze medal, certificate and honorarium.

E o que fez o dr. Paz de Araújo para receber essa honraria? Parte do que ele fez está no link acima, referente ao anúncio da sua premiação. Se você puder acessar a web of science, e fizer uma busca com a palavra-chave ferroelectric*, vai descobrir que existem 39.422 artigos. Pois nessa vastidão, o trabalho mais citado, com 2.086 citações em 24/10/2008,  conta com a sua participação.

Com a expressão de busca ferroelectric memor*, temos 3.047 artigos. Carlos Paz participa nos dois mais citados, e o terceiro é de uma equipe coreana, mas o material é aquele descoberto por ele.   

Esse número de citações é muito grande. Pouquíssimos cientistas têm trabalho com tanto impacto.

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O Google está trabalhando com diversas grandes bibliotecas para incluir suas coleções na Pesquisa de Livros do Google e, como em um catálogo de fichas, mostrar aos usuários informações sobre o livro e, em alguns casos, também pequenos trechos com algumas frases sobre o termo pesquisado por eles no contexto.
O projeto completo pode ser visto neste endereço http://books.google.com/googlebooks/library.html.

Veja também uma matéria publicada ontem no blog do Miguel Helft, no New York Times:
An Elephant Backs Up Google’s Library

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