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Apontamentos públicos do professor C. A. dos Santos

Efeito manada

Faz muito tempo, bem antes da existência desse meio de comunicação, que penso em escrever sobre este tema. Antes não tinha o espaço apropriado, agora, neste momento, estou sem tempo, mas não vou perder a oportunidade de fazer o registro. Depois voltarei ao assunto.

Hoje pela manhã, na Rádio Gaúcha, aqui em Porto Alegre, provocada por André Machado, a respeito do sensacionalismo em torno da morte da menina Eloá Cristina Pimentel, sobretudo o acompanhamento do seu funeral por redes TV em rede nacional.  Ana Amélia Lemos disse, ipsis litteris:

É, isso pode influenciar mentes fracas.

Trata-se de um mea culpa, de uma respeitada jornalista. Sempre achei que o cinema e a imprensa provocam uma espécie de efeito manada no comportamento de amplos setores da sociedade. Antigamente na saída de um ingênuo filme bang-bang, muitos meninos sentiam-se o próprio John Wayne. Hoje, depois de um pulp fiction, parece mais lógico estrangular e beber o sangue do próximo que estiver à nossa frente.

Claro, jornalistas e cineastas, pelo menos publicamente, sempre estiveram contra esta hipótese. Sempre disseram que o que eles fazem é reproduzir as manifestações sociais, e que esta reprodução não tem efeito realimentador.

Teria muito mais a dizer, mas tenho outros afazeres. Como diria o Anonymous Gourmet: voltaremos!

Resposta

  1. Hoje o programa Polêmica, comandado por Lauro Quadros, na Rádio Gaúcha, tratou desse tema. Aliás, a expressão efeito manada foi usada mais de uma vez.
    O sensacionalismo da imprensa é algo impressionante. Agora mesmo a TV Bandeirante está colocando no ar outro crime passional. Uma moça foi encontrada morta em um carro abandonado. Pelo que se informa teria sido assinada pelo ex-namorado. A cobertura centrada no apresentador Datena chega a ser grotesca!

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