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Archive for the ‘Educação’ Category

Aula ministrada na disciplina Física contemporânea, no MNPEF-UFERSA.

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FrontCienciaDez2015

http://frontdaciencia.blogspot.com.br/2015/12/ensino-de-ciencias-na-escola.html

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Há quem pense em interdisciplinaridade como o espaço onde habita o super sábio, que tudo entende. Provavelmente por causa disso, muitos criticam abordagens pedagógicas ditas interdisciplinares nas ciências da natureza, pela impossibilidade de formar um super professor, que entenda de biologia, física e química. Escrevo isso porque acabo de descobrir um texto que Fernando Cláudio Zawislak (IF-UFRGS) escreveu há mais de 15 anos, baseado em sua apresentação em mesa-redonda durante a 3a. Reunião Especial da SBPC, em Florianópolis, maio de 1996. Antes de destacar alguns trechos, apresento um exemplo. No ensino médio, o professor de física fala em energia potencial gravitacional, energia cinética, energia elétrica, etc. O professor de química fala de energia nas reações químicas, e o professor de biologia fala de transformação de matéria e energia para a manutenção dos sistemas vivos. O que se entende por abordagem interdisciplinar é que em algum momento desse processo, alguém estabeleça uma contextualização para mostrar que em todas essas situações, o conceito de energia é o mesmo.
Vejamos agora o que disse o prof. Fernando Zawislak, há mais de 15 anos (o lapso de tempo certamente exigirá uma relativização no sentido das suas palavras):
– Isto significa que, qualquer que seja o campo interdisciplinar, são indispensáveis cientistas competentes nas disciplinas desta área, com todas as suas inter-relações e interfaces. Nesta perspectiva, é importante ressaltar que a atividade interdisciplinar pode e deve prescindir dos chamados “pesquisadores generalistas de competência universal”, que têm a pretensão d resolver sozinhos projetos interdisciplinares em uma determinada área.
– Especificamente quanto à universidade brasileira, face a sua estrutura rígida, ela definitivamente não está preparada para a interdisciplinaridade.
– Voltando ao exemplo da física, uma possível alternativa seria a de que estudantes de pós-graduação neste campo ampliem sua escolaridade com especialização em paralelo em outras ciências, como Química, Biologia, Geologia, etc.
– Estas considerações mostram que a Universidade tem uma tarefa enorme na entrada do novo século: de um lado continuar a formar pessoas de alto nível em todas as disciplinas e, de outro lado, em paralelo, ampliar a formação de profissionais com maior versatilidade, que tenham mais afinidade com os campos modernos da economia os quais envolvem P&D em áreas completamente interdisciplinares como informática, ciência e engenharia dos materiais, biotecnologia, ecologia, etc.

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Artigo publicado em 1998, na revista da Universidade Unisinos (RS). Veja o texto completo: DescobertaNeutronDescobertaNeutron

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darcyRibeiro
Essas palavras de Darcy Ribeiro frequentemente podem ser assinadas por cientistas e professores. Entre 2009 e 2010 coordenei um grupo de trabalho para elaborar o Proj. Pedagógico de Curso para a licenciatura em ciências da natureza (http://www.sbfisica.org.br/rbef/pdf/362504.pdf) da Univ. Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Chegamos a um resultado que nos parecia óbvio.
Três anos básicos, com conteúdo interdisciplinar baseado em energia e matéria e suas tecnologias (curso CTS), com diploma para ensino de ciências no fundamental. Na sequência, um ano concentrado em biologia, outro em física, e outro em química, com diploma para o ensino médio. Ou seja, em 6 anos o estudante poderia ter 4 diplomas: 3(fundamental) + 1(biologia) + 1(física) + 1(química).
A primeira disciplina sobre as ciências da natureza era Alfabetização Científica em Energia e Matéria (90 horas). Objetivava dar um panorama do curso, a partir da divulgação científica de tópicos atuais da pesquisa científica e tecnológica.
O curso funcionou um ano com essa estrutura. Depois foi radicalmente modificado pelos colegas da Unila. A disciplina de alfabetização científica foi transformada em 3 (fundamentos de biologia, fundamentos de física e fundamentos de química). E toda a estrutura do curso ficou similar aos cursos tradicionais.
Hoje, analisando a Base Nacional Comum Curricular (http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/conhecaDisciplina?disciplina=AC_CIN&tipoEnsino=TE_EM), observa-se como a proposta original da Unila era adequada ao novo currículo proposto pelo MEC.
O currículo enfatiza os conceitos de energia e matéria e o uso de materiais de divulgação científica.
Alguns trechos do BNCC:
Compreender e utilizar adequadamente as leis da conservação da energia (escalar) e da quantidade de movimento linear e angular (vetorial) para prever e avaliar variações de movimentos e identificar transformações de energia em sistemas e processos naturais e tecnológicos.

Interpretar textos de divulgação científica relacionados às transformações químicas.

Transformações dos materiais na natureza e no sistema produtivo.

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