Você já sentou numa mesa de bar para papear e bebericar? Já? Então chegou ao lugar certo. Não importa se somos ou não conhecidos. É o espírito do freqüentador de bar que vai determinar seu desejo de navegar neste espaço.
Ninguém prepara pauta para uma mesa de bar, ali a conversa corre frouxa. O assunto sai ao bel-prazer dos farristas, mas alguém tem que dar o tom inicial. Vou dar o meu: falarei sobre bares antigos de Natal, mas gostaria de recolher histórias de bares aqui e acolá. Topa contribuir com uma história?
Em 2002 criei um espaço no geocities sobre este tema <http://www.geocities.com/natalcas2002/mapa.html>, mas a absoluta falta de tempo me obrigou a abandonar o projeto, que tento aqui retomar, antes que aquele alemão tome conta da minha cabeça.
Obviamente o blog não se limita a esta agradável rememorança (aí heim, Guimarães Rosa). Como de hábito no ambiente aqui sacralizado, até sexo dos anjos aterrissa na mesa. Portanto o papo vai das histórias do zé moconha às elucubrações de Feynman sobre a nanotecnologia, passando por objetos de aprendizagem para educação a distância.
A foto acima roubei do impressionante sítio <http://www.almacarioca.com.br/>. Trata-se de uma estátua localizada na avenida 28 de setembro, em Vila Isabel, e representa Noel Rosa em uma mesa de bar, na companhia de um garçom, talvez uma referência ao famoso e extraordinário samba Conversa de Botequim. O autor da foto é o carioca J. Carino. No portal onde ele é cronista <http://www.cronicascariocas.com/j_carino.html> tem as seguintes informações:
J. Carino é professor universitário aposentado, consultor e escritor, sendo autor de “Olhando a Cidade & Outros Olhares” (UniverCidade Editora, 2004), livro de crônicas sobre os bairros do Rio de Janeiro, com apresentação de Ruy Castro. Para conhecer mais sobre o autor visite a sua página www.jcarino.com.br


Obrigado, prezado Carlos Alberto, pela reprodução da fotografia acrescida da gentileza de referência a mim e a minhas escrevinhações.
Parabéns pelo Blog, de matérias tão bem escritas com temas tão interessantes.
Cordial abraço.
Carino
Carlos, se é para lembrar dos bares de Natal, aqui vai um canônico dos anos 60: “a tenda do cigano”!
Quantas farras terminavam ao raiar do dia naquele tão aconchegante boteco, localizado próximo à praia do meio, hein?
E o papo que rolava só não incluía o Feynman porque nem sabíamos da existência dele, apesar da então contemporaneidade.
Obrigado, Ciclâmio. Acho que esqueci da Tenda porque não era um freqüentador assíduo. Devo contar nos dedos da mão as vezes que fui tomar uma meladinha na Tenda, que era de fato muito charmoso.
Ola !!!!
Tambem vamos lembrar da linda Paraiba . Moro em Joao Pessoa , aqui tambem existem lugares belissimos, como por exemplo , o por do sol do Jacare, hummmm , longas tardes a espera de contemplar alguns minutos desse maravilhoso fenomeno. Venham aqui conhecer ninguem vai se arrepender.
Que nome lindo, Ravena. Você leu a matéria que escrevi sobre a cidade italiana que tem o teu nome?
Conheço João Pessoa, menos do que gostaria, mas o suficiente para confirmar tudo que vc disse.
Estive numa praia aí perto, não lembro o nome (este Alzheimer que não me deixa em paz!), onde passei por uma experiência interessante. Quando o mar está baixo, ficamos numa espécie de ilha, bebericando e tomando banho. Horas depois a ilha desaparece com a elevação do mar. É uma correria para colocar tudo nos barcos e trazer de volta para a terra.
Bar do Willame
Carlos, você tem que retomar este projeto, tudo que é de bar é interessante, por exemplo: O bar do Willame de Areia Branca é um encontro constante dos areia-branquenses, lá o papo rola souto, politica,futebol, Areia Branca, amigos, mulher e comentar lembrando dos velhos tempos, amigos que um tempão que não temos noticias. Não sei se ainda está funcionando, esteve um tempo fechado, vou passar qualquer dia para conferir.
Bar do Lorival
O bar do Lorival, é outro bar que frequento de vez em quando, frequentava ás sextas feiras. É o encontro de jornalistas, publicitários, professores, radialistas e aposentados. Frequentei muito e lá sempre me encontrava com Elton de Dona Mena,lembra-se?O Lourival é o sogro de Ricardo de Jória. É um velho amigo e gente muito boa. O bar fica na ladeira da Rádio Poty, Diário de Natal. Um grande abraço.. Aristides de Zé Lúcio..
Aristides, obrigado pela visita e pelo comentário. Lembro do bar do Willame, que ficava naquela rua ao lado do Colégio Winston Churchill, e que terminava no Sesc. Clécio ia lá com alguma frequência, e me parece que Clodomiro Júnior também.
Eu mesmo lembro de ter ido uma única vez, a convite de Flávio de Pitita. Foi numa manhã de sábado. Levei para Flávio uma coletânea com minhas crônicas e tomamos não sei quantas garrafas de cachaça com limão.
Imagino como não ficaria Alfredinho, o santo padre, irmão do dono do bar, ao ver aquela sem-vergonhice toda. Muita cachaça alimentada pelas apimentadas conversas sobre a vidas dos que ali não estavam presentes.
O nome “bar do Lorival” não me é estranho, mas não lembro de ter estado lá. Houve uma época, final dos anos 1960, quando morávamos na Rua Seridó, que Clécio andava por aquelas bandas, junto com seus amigos arruaceiros.
Carlos, qualquer sabado desse vamos tomar umas se o bar do Willame tiver aberto iremos lá, caso contrário tem um bar bem gostoso que fica próximo ao apto. de Dedé de Zé Solon fica em Morro Branco, no sabado, tem uma turma de Areia Branca que vai prá lá. Zé Solon, Ricardo de Jória, Olavo de Servulo, Flávio de Pitita, Didi de Chico Costa, Junior de Luiz Vovô.Antonio José, Airton de Arnaldo Araujo. Veja que a turma de Areia Branca é grande as vezes eu marco com eles na minha casa, o Marcelo de Dr. Vicente esteve aqui uma vez com a esposa, já faz algum tempo. Mande seu telefone e peça a Antonio José que ele aciona, ai eu te ligo prá gente marcar um encontro com toda a turma, faremos isto antes da viagem prá Areia Branca, OK?
Bom dia, Aristides e Carlos.
Estamos fazendo uma “pesquisa” para o livro sobre o Bar de Lourival. Experimentalmente, criei o blogue “www.nataleoutrascoisas.blogspot.com” para divulgar o bar, também conhecido como a Universidade da Deodoro. Acho que Aristides Siqueira pode dar um depoimento. Topas, Aristides. Passe um imeio para mim (gonzagacortez@gmail.com ou cortez.melo02@supercabo.com.br).
Abraços para todos.
cortez.