Durante as décadas e 20 e 30 (séc. XX), a Ribeira era o bairro dos ricos de Natal. O Café Magestic reunia o melhor da sociedade natalense da época e era uma marca registrada do bairro.
Em dado momento o proprietário, preocupado com o crescente número de “fiados”, compartilhou sua preocupação com um amigo, também frequentador do Café – poeta, boêmio, dono de um senso de humor apurado – o qual sugeriu ao amigo que afixasse um cartaz no estabelecimento, que ele teria o maior prazer em redigir o texto.
Sugestão aceita. No dia seguinte lia-se em letras garrafais, logo no salão principal do tradicionalíssimo Café Magestic, esta peça rara da literatura brasileira:
Pra que não haja transtorno
Aqui no meu barracão
Só vendo fiado a corno
Fela da puta e ladrão
Fonte: “A Natal que Eu Vi”, de Lauro Pinto.
PS – Conta-se que o número de “fiados” foi quase a zero.
Para você entender que não era fácil fugir do FIADO, diz Evaldo que SEU PAI FALIU POR SUA CAUSA.

Uma resposta

  1. Avatar de Evaldo Oliveira

    Ficou muito bom, depois de formatado nos conformes. Evaldo

Deixar mensagem para Evaldo Oliveira Cancelar resposta